Alunos matriculados em algumas escolas de tempo integral do ensino público são liberados quatro horas antes por falta de comida nas instituições. Oficialmente, os estudantes deveriam ser liberados às 16h10. No entanto, a falta de alimentos para o almoço e o lanche da tarde, faz com que os alunos saíam das escolas às 12h20. Ou seja, quatro horas antes do horário pré-estabelecido no calendário escolar.
O Centro de Educação Profissional de Tempo Integral Governador Dirceu Mendes Arcoverde é uma das instituições em tempo integral que passa por essa realidade. O diretor de ensino, Jurandir Marques, comentou que a escola deveria oferecer nove aulas/dia, porém apenas seis horas/aulas estão sendo ministradas aos alunos.
“Os alunos estão tendo um prejuízo enorme, principalmente na parte das disciplinas técnicas, que seriam mais na parte da tarde”, comentou Jurandir Marques, afirmando que, neste ano, os alunos do Centro de Educação Profissional Governador Dirceu Mendes Arcoverde não estão estudando em tempo integral, como propõe esse formato de ensino, nos turnos da manhã e da tarde.
Faltam Laboratórios
Os problemas também se estendem a estrutura do prédio, pois o Centro de Educação está sem receber verbas para a manutenção do ambiente escolar. Para a vice-diretora, Ana Cristina Alves, o ensino profissional é prejudicado pela falta de equipamentos porque os 613 alunos estão sem laboratórios.
“Escola que é de tempo integral e profissionalizante sem laboratórios fica até difícil de explicar. Um aluno que vem fazer um curso de edificação, contabilidade, geoprocessamento, quer ir para o laboratório, ele quer sentir a parte prática”, disse Ana Cristina Alves.
O Centro Educacional de Tempo Integral Maria Melo também não possui laboratórios. Nesta escola, o diretor de ensino, Edmundo Macêdo, acrescentou que a falta de estrutura é evidente na ausência de espaço para descanso dos alunos, as salas de aula não são climatizadas, os banheiros e o refeitório precisam ser reformados. A estudante Mayla Silva questiona a qualidade de ensino uma vez que não possui aulas até às 16h10. “Cada horário perdido é crucial para o meu conhecimento”, lamenta a aluna.
Do G1 PI
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