AS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
A nova legislação é mais uma resposta de Erdogan à operação contra a
corrupção que provocou a saída de dez ministros, em dezembro. Ele afirma
que é vítima de uma conspiração capitaneada pelo clérigo Fethullah
Gülen, radicado nos Estados Unidos.
Ex-aliado, Gülen retirou o apoio ao primeiro-ministro após o governo
fechar as escolas de reforço escolar, principal fonte de renda de seu
grupo. O clérigo possui grande influência na polícia e no Poder
Judiciário.
| Reuters |
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| Deputado opositor Ali Ihsan Kokturk quebra nariz em votação de controle do governo sobre a Justiça turca |
A nova medida permitirá ao Ministério da Justiça a investigar os
integrantes do Alto Conselho de Juízes e Magistrados, responsáveis por
nomear juízes e promotores, e impor a ordem do dia nas audiências do
conselho.
Com isso, a pasta terá o poder de alterar as nomeações de magistrados
indesejados. A lei era para ter sido votada em janeiro, mas foi retirada
da pauta após Erdogan ser duramente criticado pela comunidade
internacional e a oposição.
CONFUSÃO
Mesmo tendo retirado artigos mais polêmicos, a discussão levou 20 horas e
terminou com confusão. Um grupo de deputados da oposição e do governo
se agrediram fisicamente após os rivais de Erdogan o terem chamado de
ditador.
A briga terminou com um opositor com o nariz quebrado e um governista
com os fratura em alguns dedos. Os dois foram levados a hospitais de
Ancara.
A medida contra a Justiça é aprovada após o afastamento de mais de 600
magistrados e 2.000 policiais que participaram da operação. Além das
restrições aos magistrados, também foram aprovados limites ao uso da
internet na semana passada.

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