A piora das contas dos Estados deve afetar o superávit primário e espera-se que agrave-se em ano eleitoral

E
m metade dos Estados da Nação e no Distrito Federal, os gastos excederam as receitas de 2013. O Piauí está entre eles, cuja incidência de contas está no vermelho, que cresceu de forma inédita desde que a Lei de Responsabilidade Fiscal foi aprovada, em 2000, com o objetivo principal de disciplinar as finanças estaduais.
O rombo fiscal no Piauí está na ordem R$ 424,9 milhões, representando -1,49% (negativamente) do PIB (Produto Interno Bruto) estadual em 2013.
Da atual safra de governadores, só 2 haviam terminado o primeiro ano do atual mandato com deficit fiscal, o número saltou para 8 em 2012 e 14 em 2013, conforme levantamento do Jornal Folha de S.Paulo.
A rápida deterioração resulta de uma estratégia adotada nos últimos dois anos por Dilma Rousseff para elevar os investimentos em infraestrutura, visando a Copa do Mundo. A União autorizou os Estados a ampliar seu endividamento para financiar obras de transporte, saneamento, urbanismo e habitação, e o BNDES elevou o crédito para os governos regionais. O governo do Rio de janeiro é o mais endividado.
A piora das contas dos Estados deve afetar o superávit primário e espera-se que agrave-se em ano eleitoral. Toda essa gastança governamental alimenta o consumo e, em consequência, os preços. Resumo da ópera: muito gasto, pouca infraestrutura de fato, e a inflação nas alturas.
Fonte: JL/Fábio Campana
Nenhum comentário:
Postar um comentário