Audiência na Corte de Apelação de Bolonha com condenado do mensalão terminou após três horas de depoimento
Palazzo di Giustizia onde Henrique Pizzolato participa de audiência na manhã desta sexta-feira Deborah Berlinck/O GloboA
Justiça italiana negou nesta sexta-feira a liberdade provisória ao ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no mensalão, por ele apresentar “perigo de fuga”. Segundo o advogado de Pizzolato, Lorenzo Bergami deixou o tribunal dizendo que seu cliente falou às autoridades por cerca de meia hora em um “italiano perfeito”. A defesa tenta fazer com que o preso aguarde em liberdade a decisão sobre sua extradição para o Brasil.
Pizzolato chegou por volta das 10h10m (horário local) dentro de um furgão da Polícia Penitenciária e seguiu para o 1º andar do Palazzo di Giustizia, onde deverá ser ouvido por aproximadamente uma hora. Não foi possível vê-lo por conta da película do vidro do veículo. Mais cedo, a mulher do mensaleiro Andréa Eunice Haas chegou ao local, mas muito irritada, não quis falar com a imprensa.
Ontem, a defesa de Pizzolato adiantou como deverá se postar diante do juizado.
— Ele me deixou entender que não quer voltar ao Brasil - revelou na tarde de quinta-feira o advogado criminalista, escolhido pela polícia italiana para representar Pizzolato, já que o brasileiro não tinha advogado.
Bergami explicou que, numa audiência fechada programada para amanhã, duas perguntas serão levantadas pelos três juízes :
— Vão pedir sua identidade. Depois vão perguntar se ele quer ou não ser extraditado.
Se Pizzolato dissesse que gostaria de ser extraditado, “o procedimento seria rápido” e poderia durar uma semana. Mas, como ele vai dizer que não quer ser extraditado, todo o processo, que pode acabar na Corte de Cassação de Roma, pode chegar a demorar seis meses.
— Ele está abatido. Acho que ele já esperava (ser preso). Olhando suas imagens na internet e vendo ele agora, certamente envelheceu. A mulher está abalada — disse o advogado.
Na perseguição dos policiais em Pozza de Maranello, na casa onde o ex-direitor de marketing do Banco do Brasil foi preso, foram levados dois computadores.
Um dos argumentos usados em casos para negar a extradição é a situação de cárcere no país que está pedindo a extradição, neste caso, o Brasil. Bergami disse que ainda não sabe se vai usar este argumento:
— Pode ser um argumento. Mas nem sei como são as condições de cárcere no Brasil. Mas é uma condição que é levantada em geral.
A segunda etapa seria ir à Corte de Cassação em Roma, entre dois e três meses. Um processo que deve durar 6 meses.
— Uma possibilidade é permanecer em casa com um bracelete eletrônico — disse o advogado.
Segundo Bergami, o fato de Pizzolato ter usado documentos falsos “não ajuda”. Ele disse, ainda, que não é certo que o réu será liberado nesta sexta-feira.
Fonte: JL/Globo

Justiça italiana negou nesta sexta-feira a liberdade provisória ao ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no mensalão, por ele apresentar “perigo de fuga”. Segundo o advogado de Pizzolato, Lorenzo Bergami deixou o tribunal dizendo que seu cliente falou às autoridades por cerca de meia hora em um “italiano perfeito”. A defesa tenta fazer com que o preso aguarde em liberdade a decisão sobre sua extradição para o Brasil.
Pizzolato chegou por volta das 10h10m (horário local) dentro de um furgão da Polícia Penitenciária e seguiu para o 1º andar do Palazzo di Giustizia, onde deverá ser ouvido por aproximadamente uma hora. Não foi possível vê-lo por conta da película do vidro do veículo. Mais cedo, a mulher do mensaleiro Andréa Eunice Haas chegou ao local, mas muito irritada, não quis falar com a imprensa.
Ontem, a defesa de Pizzolato adiantou como deverá se postar diante do juizado.
— Ele me deixou entender que não quer voltar ao Brasil - revelou na tarde de quinta-feira o advogado criminalista, escolhido pela polícia italiana para representar Pizzolato, já que o brasileiro não tinha advogado.
Bergami explicou que, numa audiência fechada programada para amanhã, duas perguntas serão levantadas pelos três juízes :
— Vão pedir sua identidade. Depois vão perguntar se ele quer ou não ser extraditado.
Se Pizzolato dissesse que gostaria de ser extraditado, “o procedimento seria rápido” e poderia durar uma semana. Mas, como ele vai dizer que não quer ser extraditado, todo o processo, que pode acabar na Corte de Cassação de Roma, pode chegar a demorar seis meses.
— Ele está abatido. Acho que ele já esperava (ser preso). Olhando suas imagens na internet e vendo ele agora, certamente envelheceu. A mulher está abalada — disse o advogado.
Na perseguição dos policiais em Pozza de Maranello, na casa onde o ex-direitor de marketing do Banco do Brasil foi preso, foram levados dois computadores.
Um dos argumentos usados em casos para negar a extradição é a situação de cárcere no país que está pedindo a extradição, neste caso, o Brasil. Bergami disse que ainda não sabe se vai usar este argumento:
— Pode ser um argumento. Mas nem sei como são as condições de cárcere no Brasil. Mas é uma condição que é levantada em geral.
A segunda etapa seria ir à Corte de Cassação em Roma, entre dois e três meses. Um processo que deve durar 6 meses.
— Uma possibilidade é permanecer em casa com um bracelete eletrônico — disse o advogado.
Segundo Bergami, o fato de Pizzolato ter usado documentos falsos “não ajuda”. Ele disse, ainda, que não é certo que o réu será liberado nesta sexta-feira.
Fonte: JL/Globo
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