De acordo com Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão responsável por verificar as condições do mar, as variações de temperatura e as mudanças nas correntes provocam alterações na flora e fauna marítimas. No caso das águas-vivas, o aumento da temperatura da água, que estava gelada na última semana, é uma das hipóteses.
Ariel Subirá/Futura Press/Folhapress
Águas-vivas foram vistas na praia do Pepê, região da Barra da Tijuca, neste sábado (18)
O biólogo Mario Moscatelli, especialista em ecossistemas marítimos, explica que as águas-vivas são animais acostumados com baixas temperaturas e que não sobrevivem no calor. "Provavelmente entrou alguma corrente de água mais quente que gerou essa mortandade. Essa é uma das hipóteses", avaliou, em entrevista à Agência Brasil.
O contato de águas-vivas com a pele pode provocar queimaduras. O Corpo de Bombeiros não fez atendimento desse tipo ao longo dia, mas a recomendação, para quem teve contato com o animal vivo (espécie de gelatina transparente), é lavar bem o local com água e ir ao médico.
O Inea também explica que a espuma esverdeada que apareceu neste domingo (19) na praia da Barra da Tijuca, na zona oeste, e uma mancha "acastanhada" nas praias da zona sul também podem estar ligadas ao aumento da temperatura no mar, que favorece a proliferação e a decomposição de algas e microalgas, fenômeno agravado pela agitação do mar, com ondas de até dois metros.
A gerência de Qualidade das Águas do Inea atribui o aumento da floração das algas ao despejo irregular de esgoto, às chuvas dos últimos dias –que levam matéria orgânica para o mar– e à maré vazante, que favorece a chegada de uma maior quantidade de águas de rios, canais e baías.
Nenhum comentário:
Postar um comentário