domingo, 8 de dezembro de 2013

Morrem gêmeas siamesas que nasceram em Goiânia, diz hospital

Irmãs, unidas pelo tórax e abdômen, não resistiram a uma parada cardíaca.

                                       Gêmeas siamesas são unidas pelo tórax e abdômen (Foto: Divulgação/HMI)
Médico afirma que quadro era gravíssimo: 'Elas estavam muito frágeis'.

As gêmeas siamesas que nasceram no Hospital Materno Infantil (HMI), em Goiânia, morreram na tarde de sábado (7). As irmãs, unidas pelo tórax e pelo abdômen, sofreram uma parada cardíaca e não resistiram. De acordo com o cirurgião pediátrico Zacharias Calil, responsável pelo caso, o quadro delas era gravíssimo. “Infelizmente elas estavam apresentando arritmia constante, chegando até a frequência de 360 batimentos por minuto. Isso era demais para um recém-nascido, cujo estado normal é de 110 batimentos”, explicou o médico ao G1.

Segundo Calil, além de ter o coração interligado e apenas um fígado, as meninas apresentavam problemas para manter a oxigenação do sangue. “Desde que elas nasceram não estavam evoluindo como necessário, por isso a gente evitou a realização de alguns exames para evitar mais riscos. Elas estavam muito frágeis”, destacou.
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Ainda de acordo com o cirurgião, mesmo que sobrevivessem, a separação das meninas seria muito complexa. “O maior problema girava em torno do coração mesmo, já que eles tinham ligações que praticamente transformavam os dois órgãos em um só. Era impossível separá-los”, explicou.

As siamesas estavam internadas desde 29 de novembro na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do HMI. Durante o período, permaneceram respirando com a ajuda de aparelhos. “Já sabíamos que elas não teriam uma sobrevida muito grande, mas fizemos o possível”, disse Calil.

A mãe das crianças tem 28 anos e é de Ponto Belo, no Espírito Santo. Segundo o HMI, ela chegou à capital goiana no último dia 29 e foi imediatamente hospitalizada, pois já estava em trabalho de parto. Depois de passar por uma avaliação da equipe médica, formada por três obstetras auxiliares e Calil, ela foi submetida a uma cesariana. O parto durou cerca de 2 horas e a mãe ficou internada no hospital até a última quarta-feira (4), quando foi liberada.

De acordo com o HMI, os corpos das gêmeas permanecem na unidade e devem ser liberados nesta segunda-feira (9).


G1

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