Vice-governador Zé Filho quer fortalecer o PMDB ocupando mais cargos no governo, com a saída dos petistas
A entrega dos cargos pelos petistas no Governo do Estado está provocando um corre-corre dos partidos aliados pelas vagas. A ideia do governador Wilson Martins (PSB) era trocar os petistas pelos tucanos, para amarrar a aliança para disputa de 2014 em torno do vice-governador Antonio José de Moraes Souza Filho, o "Zé Filho" (PMDB). O próprio PMDB também deve crescer dentro do Governo, mas o governador tenta dar uma solução doméstica, colocando nomes do PSB nos cargos que ficarão vagos.
Wilson Martins pretende fechar ainda em janeiro o leque de alianças para montar uma chapa competitiva para disputar as eleições do ano que vem no Piauí. Algumas das vagas que são ocupadas pelo PT foram oferecidas para o PSDB, que rejeitou as indicações. Para o partido, ocupar os cargos seria assumir antecipadamente o compromisso de uma aliança ao PSB e PMDB (veja matéria abaixo).
Por conta disso, o ex-senador Heráclito Fortes, do PSB, indicou o nome do engenheiro Acelino Portella para ocupar a vaga que é ocupada pelo deputado estadual Merlong Solano na Secretaria Estadual das Cidades. Merlong Solano declarou na semana passada que entregaria o cargo agora, depois do Natal. A intenção do governador é definir a aliança no início de janeiro. Para isso, ele reúne o secretariado e as lideranças dos partidos aliados no próximo dia 2 para definir quem fica e quem sai do governo.
A expectativa é que Wilson Martins segue no mandato e lança um candidato a governador, de preferência do PSB. O presidente da Câmara Municipal de Teresina, vereador Rodrigo Martins (PSB), sobrinho do governador, considera que as eleições de 2014 são as mais indefinidas que o Piauí já viu. "Nacionalmente também há indefinições. Temos a questão da candidatura de Eduardo Campos. O PSB e o PT sempre fizeram aliança, mas agora não farão", argumentou o vereador.
Rodrigo Martins aproveitou para comentar sobre a decisão do PT estadual, de lançar candidatura própria. "Política se faz com coerência. Quando eles decidiram ter candidato ao governo, afastaram a possibilidade de aliança com o PSB. É natural que eles saiam dos cargos do Estado", finalizou.

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