domingo, 10 de novembro de 2013

Prefeitos podem responder a processo por atrasar salários




Arinaldo Leal, da APPM: governo federal transfere atribuições para os municípios, mas não aumenta repasses




 
Pelo menos 110 prefeitos podem responder por crime de responsabilidade e por descumprimento a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) porque não estão pagando os salários do funcionalismo nos municípios. Segundo a presidência da APPM (Associação Piauiense de Municípios), os prefeitos já demitiram terceirizados, comissionados, suspenderam o pagamento de fornecedores, suspenderam as obras, mas ainda não conseguiram equilibrar as contas públicas.

     Para evitar responder as ações judiciais, os prefeitos estão procurando os órgãos de controle para justificar a situação. Os prefeitos estão falando com os promotores de Justiça e com o pessoal do Tribunal de Contas do Estado para explicitar as razões para as medidas financeiras. "Não tivemos escolha, adotamos medidas para reduzir custos. Evitamos gastos, reduzimos a folha, suspendemos obras, mas, mesmo assim, não tem sido suficiente para fazer frente aos gastos que os municípios herdaram", justifica o presidente da APPM, Arinaldo Leal.
    Segundo ele, as despesas aumentam porque o Governo Federal está dando mais atribuições para os municípios, mas não repassa o dinheiro correspondente. "O Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica), por exemplo, não está mais dando para pagar. O Governo impõe um valor de salário, e os municípios têm que cumprir", lamentou. Ele confirmou que boa parte dos prefeitos, pelo menos a metade deles, está descumprindo a LRF, porque não está conseguindo pagar a folha do funcionalismo, sobretudo da Educação. "Estamos tentando explicar porque isso está acontecendo. Estamos indo aos órgãos de controle com as justificativas", adiantou. 
    Para a APPM, o atraso no pagamento é justificado, mas a sociedade precisa saber os reais motivos por que isso acontece. "Já fizemos tudo que era possível e a administração está inviabilizada. Para piorar, tivemos dois anos consecutivos de seca, que contribui para esta situação dos municípios", justifica o presidente da associação. "O problema não é de má gestão, é de falta de recursos mesmo", afirmou.

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