segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Eleições de 2014: Ética, sujo e mal lavado

     A campanha eleitoral de 2014 vai ser historicamente “sui generis”. O jornalista Josias de Souza diz que, há escândalos demais no noticiário. São tantos e tão disseminados que recomendariam a conversão da ética num tema obrigatório da campanha eleitoral. Só que o oposto.

Os dois mais importantes partidos que nas últimas eleições presidenciais acostumaram-se a enfrentar-se, PT e PSDB, não podem mais falar um do outro. Absolutamente! No mesmo barco, enfrentam os mais variados escândalos de corrupção pelo país desde o mensalão passando pelo escândalo mineiro até o propinoduto paulista. Um lamaçal político interminável respingando em todos os lados.

Nossa política, como diz o poeta Túlio Rodrigues, “é um lamaçal de corrupção e sujeira. É algo tosco demais!” Por incrível que pareça, o ditado “sujo falando do mal lavado”, que nasceu em Minas Gerais e se disseminou por São Paulo, será a máxima a ser ouvida em 2014. Com os últimos escândalos pipocando em São Paulo e levando para a “arena do crime” Alckmin e Serra, com que cara o PSDB vai-se contrapor ao PT na próxima eleição, incluindo-se também o mensalão mineiro protagonizado por Eduardo Azeredo que vai estourar no Supremo Tribunal Federal no próximo ano. Como no mensalão do PT, talvez com prisões de grandes repercussões.

Giornale di Bordo Onírico disse certa feita que, “a política, seja de esquerda ou de direita, está repleta de maçãs podres (para não dizer um hortifruti inteiro estragado). Tenho uma visão pessimista assumida, recheada de descrença e desconfiança, justamente por ter participado de grupos políticos estudantis onde os temas de luta são apenas fachada para motivos pessoais de autopromoção (e aqui vai de um simples "querer aparecer" até estelionatos e roubos de grandes somas de bens e de vidas)”.

Parafraseando Martinho Lutero, digo que "o Brasil parece um camponês bêbado que, depois de cair do cavalo pelo lado esquerdo, cai pelo lado direito". Assim, do centro para dentro, da esquerda para a direita, temos hoje uma classe política contaminada. Toda ela sem condições para falar sobre ética na Administração pública.

“Tenho visto a política como uma utopia falida, sem futuro. Esquerda e direita são a mesma coisa. Dos dois lados se mata e se rouba. O que mudam são as justificativas. Dos dois lados se prega a liberdade e dos dois lados nascem ditaduras. Também vi muita gente que eu considerava referências inteligentes e bem instruídas serem enganadas, alguns visualizaram a realidade, outros continuam usando vendas seja por opção ou por falta da mesma”, assegura Giornale di Bordo Onírico. E arremata de forma espetacular: “Eu caí do lado direito e do lado esquerdo, agora vou procurar um outro caminho na rosa dos ventos que não ande em círculos durante as quedas e me leve até algum lugar”.

Para citar apenas dois partidos mais importantes, sem, contudo, querer desmerecê-los eleitoralmente, é inegável que PT e PSDB devem perder o discurso da ética política já em 2014. Petistas e tucanos devem protagonizar talvez um embate eleitoral inédito em termos de corrida presidencial: “o sujo versus o mal lavado”. Nenhum poderá falar mal um do outro!

“As manchetes dos jornais gargalham com as primeiras prisões dos condenados do mensalão. Proclama-se um momento histórico para a Justiça brasileira, que estaria deixando de ser seletiva, tendo olhos só para os fracos e pobres. Mas, depois de longo descrédito, o Judiciário terá que dar outras provas do fim da impunidade” – adverte Tereza Cruvinel.

Está cada vez ficando mais provado que partidos que se diziam arautos da virtude e da pureza venderam lebre por gato, para, enfim, enganar gente que procurava – e continua procurando - um ideal e que acabou usada como “peão em um jogo de tabuleiro”.

Para pousar como “salvadora do Brasil”, apresentar-se como diferença na sujeira vertente, Marina Silva discursa dizendo que o país deve “promover ampla, contínua e irrestrita ação de combate à corrupção e mau uso dos recursos públicos em todos os níveis da administração. Recursos públicos devem ser tratados como recursos sagrados”. Em minha opinião, na minha visão, pura ilusão! Com Marina ou não, os mensalões da vida continuarão!

*advogado

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