O nascimento de uma menina em meio ao cenário de destruição das Filipinas, após a passagem do tufão que atingiu o país na sexta-feira (8), comoveu e renovou as esperanças do país nesta segunda-feira (11).
A mãe da criança estava em um abrigo que foi inundado, obrigando a mulher grávida a nadar e a subir em um poste para conseguir se salvar da correnteza e dar à luz o bebê.
A seu lado, o marido Jobert, com lágrimas nos olhos, carrega nos braços a recém-nascida. Ele explica que a primeira onda levou sua casa de madeira, na localidade de San José, e com ela toda a família. Em certo momento a zona se converteu em uma massa de escombros e cadáveres de pessoas e animais.
— Hoje deveríamos estar em celebração, mas também estamos de luto pelos mortos. O jovem acrescenta que, graças a Deus, encontrou sua esposa flutuando em meio aos escombros.
Segundo Jobert, eles foram levados por um tempo que pareceu durar várias horas, até que o nível da água baixou e puderam se abrigar em uma escola com outras vítimas da tragédia
O casal e outros sobreviventes esperaram ali até a manhã desta segunda-feira, bebendo apenas algumas garrafas de água que encontraram em meio aos escombros. Jobert sabia que sua mulher estava perto de dar à luz, mas não receberam nenhuma ajuda.
— Começou às cinco da manhã [desta segunda-feira] e tivemos que caminhar vários quilômetros até encontrar um caminhão que nos transportasse.O médico militar que a atendeu, capitão Victoriano Sambale, conta que a jovem teve muita hemorragia no parto.
— É a primeira vez que nasce um bebê aqui. A menina está bem e conseguimos parar o sangramento da mãe.
No entanto, o médico advertiu para o alto risco de infecções, devido às condições dos materiais, que não puderam ser esterilizados.
— A mãe ainda corre o risco de ter uma infecção ou uma septicemia. Temos que dar a ela antibióticos intravenosos, mas, infelizmente, ontem [domingo] ficamos sem antibióticos orais ,
De acordo com o último boletim do organismo governamental filipino, 255 pessoas morreram em todo o país, mas números extra-oficiais chegam a falar em 10 mil vítimas fatais somente na ilha de Leyte.
Ainda segundo o governo, 71 ficaram feridas e 38 seguem desaparecidas. O número de afetados chega a quase 9,7 milhões de pessoas, das quais 615 mil foram deslocadas e 433 mil se encontram hospedadas nos 1.444 centros de emergência.
r7
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