Ministro Joaquim Barbosa (Foto: Reprodução)
Depois de passar dois
dias cumprindo agenda fora do Distrito Federal, o presidente do STF,
Joaquim Barbosa, retorna a Brasília e deve determinar, nesta
quarta-feira (20), novas prisões de envolvidos no caso do mensalão.
Ao menos sete condenados
podem perder a liberdade. Caso o ministro confirme a expectativa, as
novas prisões devem acontecer no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e em
Brasília.
Entre os mensaleiros que
entrariam na lista de detidos, estão os deputados federais Valdemar
Costa Neto (PR) e Pedro Henry (PP). Ambos devem se entregar em Brasília.
Na capital federal, também se apresentaria à Polícia Federal o
ex-deputado Pedro Corrêa, que até o fim de semana estava em Pernambuco.
Já Vinícius Samarane,
ex-vice-presidente do Banco Rural, e Rogério Tolentino, ex-advogado de
Marcos Valério, provavelmente se apresentarão à Justiça de Minas Gerais,
caso tenham a prisão decretada. No Rio, estão os ex-deputados Roberto
Jefferson e Carlos Rodrigues.
A expedição de mandados
no feriado da Consciência Negra não surpreenderia, pois, na semana
passada, Barbosa fez cumprir as prisões durante a Proclamação da
República.
Fim do processo
Para as novas detenções,
porém, Barbosa terá de determinar o encerramento do processo sobre cada
um dos crimes dos condenados — o que tecnicamente é chamado de
“transitado em julgado”. A dúvida é se o presidente do STF aceitará ou
não recursos de mensaleiros que, em princípio, não tinham direito a
recorrer.
São os casos de
Tolentino e Corrêa, por exemplo. Os dois questionam o resultado de
julgamentos em que tiveram, no máximo, dois votos pela absolvição. Para
recorrer, os condenados precisariam ter recebido ao menos quatro votos
favoráveis. No momento do julgamento deles, porém, faltava um ministro
na Corte.
Penas alternativas
Um dos indicativos de
que Barbosa deve voltar a analisar o processo nesta quarta é a decisão
tomada na noite de terça: o presidente do STF determinou que três
condenados comecem a cumprir penas alternativas.
Emerson Palmieri,
ex-tesoureiro informal do PTB, Enivaldo Quadrado, ex-sócio da corretora
Bônus-Banval, e José Borba, ex-deputado federal (PMDB-PR) deverão pagar
multas e prestar serviços comunitários por terem sido condenados a pena
abaixo ou igual a quatro anos.
Fonte: R7

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