terça-feira, 8 de outubro de 2013

Wilson diz que tem "decisão tomada de ficar" no governo




Governador Wilson Martins na entrevista coletiva, ontem, sobre a febre aftosa: "decisão de ficar no governo"


O governador Wilson Martins (PSB) disse ontem que a filiação da ex-senadora Marina Silva ao PSB fortalece os socialistas na disputa das eleições presidenciais do ano que vem. O governador admitiu ainda, pela primeira vez, a hipótese de ficar no cargo até o final do mandato, abrindo mão da candidatura ao Senado. A permanência no cargo, segundo ele, vai depender da evolução da provável candidatura a presidente do governador de Pernambuco, Eduardo Campos.
Wilson disse que a decisão, por enquanto, é ficar no governo. "Temos uma decisão tomada de ficar no governo, mas se houver alguma novidade ou necessidade, temos que estar preparados para o que vier de lá para cá", afirmou o governador. Wilson Martins disse que nesse momento a decisão é de permanecer no cargo até o final de 2014 para coordenar a campanha de Eduardo Campos no Estado. Mas, dependendo das discussões do próximo ano, não descarta concorrer a uma vaga no Senado. Ele observou, porém, que só vai tratar de eleição em 2014.
A declaração foi concedida durante entrevista coletiva no Palácio de Karnak, para informar que o Piauí teve mais de 97% de cobertura vacinal contra a febre aftosa.
O governador ainda falou sobre a filiação de Marina Silva ao PSB, ocorrida no sábado passado. "Marina é uma âncora importante da política do nosso país. No meu entendimento, ocorreu um fato histórico. Houve o entendimento do PSB, comandado pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, no sentido de que o partido possa estar contemplado para a disputa nas eleições de 2014", declarou.
Para ele, Marina acrescenta muito ao PSB para a disputa à Presidência da República. Para Wilson, a ex-senadora se filiou ao PSB para discutir um projeto para o futuro, e não por cargos. Ele criticou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de negar o registro da Rede Sustentabilidade, o partido de Marina Silva, o que fez a ex-senadora migrar para o PSB. "A Rede vai disputar as eleições de 2014 na clandestinidade, porque não teve oportunidade de ser criada, mesmo na plena democracia em que vivemos", observou ele.

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