A lei define o vaqueiro como o profissional apto a práticas relacionadas ao trato, manejo e condução de espécies animais do tipo bovino, bubalino, equino, muar, caprino e ovino.
Uma nova atribuição é dada aos vaqueiros, realização de tratos culturais em forrageiras, pastos e outras plantações para ração animal. Pelo texto, o administrador ou dono da fazenda é o responsável pela contratação.
Foi vetado o parágrafo único deste artigo, que estabelecia a necessidade de contratação de seguro de vida e de acidentes.
O governo federal citou a realidade econômica do setor, em especial a dos pequenos produtores, para justificar o veto, alegando que a medida oneraria excessivamente a cadeia produtiva. A manutenção das instalações dos animais, além do treinamento, e prepará-los para eventos culturais e socioesportivos, garantindo que não sejam submetidos a atos de violência, também estão entre as funções definidas na lei.A regulamentação da profissão foi comemorada com cavalgada em Várzea Branca pelos vaqueiros da cidade e também dos municípios de Anísio de Abreu, Jurema, São Raimundo Nonato, Bonfim do Piauí, São Braz do Piauí e São Lourenço.
Pelo menos 300 vaqueiros e 200 cavaleiros participaram da festa. Os mais afoitos usaram as ruas de Várzea Branca para demonstrar o controle que têm de seus cavalos. Eles, em cima dos animais, faziam corridas velozes e paravam bruscamente. A poeira subia alta.
Francisco Paes Landim das Chagas começou a perseguir gado para colocar em currais aos dez anos de idade. Seguiu a profissão do pai e do avô.“Meu avô foi vaqueiro, meu pai foi vaqueiro, eu sou vaqueiro e queria que meu filho seguisse também a profissão de vaqueiro”, diz Francisco Paes Landim das Chagas.
Também tem mulheres vaqueiras como Maria de Lourdes Leal Soares, de 56 anos. Ela já caiu do cavalo, ficou machucada e por três meses ficou imobilizada.
“Caí com o cavalo e machuquei a perna. Não podia mexer com a perna, mas já voltei a tocar o gado”, afirma Maria de Lourdes.
“Estamos comemorando a regulamentação da profissão, que dará dignidade à nossa lida, além de mais segurança. Promovemos a maior festa para os vaqueiros, que sabem dos riscos da profissão, mas não abrem mão dela”, afirmou o vaqueiro e vice-prefeito de Várzea Branca, Ison Reis.
Há cerca de 40 anos trabalhando como vaqueiro, Adilson Leal ficou muito feliz com a notícia. "É bom porque agora temos segurança. É uma profissão perigosa. Quem trabalha nessa área sabe muito bem que encara bicho bruto a toda hora nas fazendas", disse.


| Fonte:Portal Meionorte |
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