sábado, 19 de outubro de 2013

Vaqueiro, símbolo do Piauí, tem profissão regulamentada

Os vaqueiros, símbolo do Piauí, tiveram sua profissão regulamentada pela presidente Dilma Rousseff. As regras estavam previstas no Projeto de Lei da Câmara 83/2011, aprovado em setembro pelo plenário do Senado.
A lei define o vaqueiro como o profissional apto a práticas relacionadas ao trato, manejo e condução de espécies animais do tipo bovino, bubalino, equino, muar, caprino e ovino.
Uma nova atribuição é dada aos vaqueiros, realização de tratos culturais em forrageiras, pastos e outras plantações para ração animal. Pelo texto, o administrador ou dono da fazenda é o responsável pela contratação.
Foi vetado o parágrafo único deste artigo, que estabelecia a necessidade de contratação de seguro de vida e de acidentes.
O governo federal citou a realidade econômica do setor, em especial a dos pequenos produtores, para justificar o veto, alegando que a medida oneraria excessivamente a cadeia produtiva. A manutenção das instalações dos animais, além do treinamento, e prepará-los para eventos culturais e socioesportivos, garantindo que não sejam submetidos a atos de violência, também estão entre as funções definidas na lei.A regulamentação da profissão foi comemorada com cavalgada em Várzea Branca pelos vaqueiros da cidade e também dos municípios de Anísio de Abreu, Jurema, São Raimundo Nonato, Bonfim do Piauí, São Braz do Piauí e São Lourenço.
Pelo menos 300 vaqueiros e 200 cavaleiros participaram da festa. Os mais afoitos usaram as ruas de Várzea Branca para demonstrar o controle que têm de seus cavalos. Eles, em cima dos animais, faziam corridas velozes e paravam bruscamente. A poeira subia alta.
Francisco Paes Landim das Chagas começou a perseguir gado para colocar em currais aos dez anos de idade. Seguiu a profissão do pai e do avô.“Meu avô foi vaqueiro, meu pai foi vaqueiro, eu sou vaqueiro e queria que meu filho seguisse também a profissão de vaqueiro”, diz Francisco Paes Landim das Chagas.
Também tem mulheres vaqueiras como Maria de Lourdes Leal Soares, de 56 anos. Ela já caiu do cavalo, ficou machucada e por três meses ficou imobilizada.
“Caí com o cavalo e machuquei a perna. Não podia mexer com a perna, mas já voltei a tocar o gado”, afirma Maria de Lourdes.
“Estamos comemorando a regulamentação da profissão, que dará dignidade à nossa lida, além de mais segurança. Promovemos a maior festa para os vaqueiros, que sabem dos riscos da profissão, mas não abrem mão dela”, afirmou o vaqueiro e vice-prefeito de Várzea Branca, Ison Reis.
Há cerca de 40 anos trabalhando como vaqueiro, Adilson Leal ficou muito feliz com a notícia. "É bom porque agora temos segurança. É uma profissão perigosa. Quem trabalha nessa área sabe muito bem que encara bicho bruto a toda hora nas fazendas", disse.
                         

                         


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