quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Haddad diz que esquema de corrupção da gestão Kassab pode ter mais envolvidos

Fraude no recolhimento de ISS gerou rombo de pelo menos R$ 200 milhões aos cofres públicos

                
        Funcionários presos acumularam patrimônio milionário

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira (31) que pode haver outras pessoas envolvidas, além das quatro presas ontem, na fraude milionária envolvendo a cúpula da secretaria de Finanças da gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD).

— Eles podem dar detalhes e isso expandir a rede. Além disso, vamos chamar as empresas, porque elas têm que prestar esclarecimentos sobre as condições em que se submeteram a essa prática.

De acordo com o prefeito, a fraude no recolhimento de ISS (Imposto Sobre Serviços) foi descoberta por meio de um inédito cruzamento de dados de todos os servidores da prefeitura, combinando o que é declarado com o que de fato ele possui.

— Foi a partir do cruzamento que descobrimos a quadrilha, que está encarcerada e prestando depoimento para que saibamos se há mais pessoas envolvidas.

“É um dos maiores escândalos de São Paulo”, diz Haddad sobre esquema na gestão Kassab

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Os quatro funcionários da Subsecretaria da Receita da prefeitura de São Paulo foram presos, acusados de desvio de R$ 200 milhões nos últimos três anos. As detenções decorreram de uma operação deflagrada pelo Ministério Público Estadual, após investigação feita em conjunto com a Controladoria-Geral do Município de São Paulo.

Além das prisões, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas casas dos servidores, assim como nas sedes das empresas ligadas ao esquema de corrupção. Os acusados eram investigados há cerca de seis meses pelos crimes de corrupção, concussão, lavagem de dinheiro, advogacia administrativa e formação de quadrilha.

O prefeito ressaltou que a intenção agora é recuperar os recursos desviados.

— Os bens dos envolvidos estão bloqueados. Todos os carros, pousadas, hotéis, apartamentos de luxo, tudo está bloqueado. E, ao fim do processo, pode voltar para o Poder Público.

                                 
Além de apartamentos de luxo, flats, prédios e lajes comerciais e um apartamento duplex (foto) em Juiz de Fora (MG)

            Motos também estavam entre os bens supostamente adquiridos com o dinheiro desviado         


r7

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