segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Culto anti-gay na Comissão de Direitos Humanos

Bolsonaro (de pé): se não é permitido gays se beijarem no

 plenário da Câmara, na igreja também não


A Comissão de Direitos Humanos e Minorias virou um reduto anti-gay na presidência do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP). Em sua companhia, evangélicos e um verdadeiro cão de guarda, o militar Jair Bolsonaro (PP-RJ).

Feliciano cumpre a promessa de pautar projetos defendidos pela bancada religiosa. O colegiado, nas suas mãos, afastou-se das chamadas minorias e atende, especialmente, a apelos moralistas e leituras bíblicas da sociedade pecadora. 

Assim, aprovou-se o projeto de decreto legislativo do deputado João Campos (PSDB-GO) que susta dispositivos de resolução de 1999 do Conselho Federal de Psicologia (CFP). 

São relativos à proibição de qualquer tratamento que considere a homossexualidade uma patologia curável e aos profissionais da área de se pronunciar publicamente sobre a questão, reforçando preconceitos sociais. 

Há igrejas e psicólogos que prometem mudar a orientação sexual de quem não consiga se aceitar gay. O Conselho Federal de Psicologia atrapalha. 

A última batalha vencida foi a aprovação, por unanimidade, do projeto de lei do deputado Washington Reis (PMDB-RJ), que acrescenta o parágrafo quinto ao art. 20 da Lei 7.716/89, definidora dos crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. 

Acrescenta: nenhuma organização religiosa será obrigada a fazer casamento em desacordo com suas crenças; não configura discriminação a recusa de organizações religiosas na permanência de cidadàos que violem seus valores, doutrinas, crenças e liturgias.  

O problema são os gays que queiram se casar no altar ou aqueles que promovem cenas de beijos e abraços provocativos. O Pastor Marco Feliciano já deu voz de prisão a duas garotas que se beijaram no culto que ministrava no mês de setembro em São Sebastião (SP).

Esclarece o relator, Jair Bolsonaro:

Há certas regras que devem ser cumpridas e respeitadas, quer no plenário da Câmara dos Deputados, quer num templo religioso, quer seja evangélico, quer seja católico. Esses casais procuram a igreja e querem fazer o casamento homoafetivo. 

O pastor ou padre se nega a fazer, porque há regras, e eles vão à delegacia e começam um processo contra esse religioso, que está incurso na pena de um a três anos de detenção. 
Agora, querer impor aos pastores e padres que eles têm que aceitar beijos, manifestações de carinho de casais homossexuais nos templos, só pode ser brincadeira. 
Templo - Os dois projetos ainda tramitam, mas os aguerridos evangélicos e o católico Bolsonaro podem dizer às suas bases que fizeram o que tinha que ser feito no "templo" da Comissão de Direitos Humanos e Minorias.

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