quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Alunos piauienses criam aparelho para cegos que será divulgado em evento de robótica

Estudantes do Instituto Federal de Educação vão participar da III Mostra de Robótica apresentando o trabalho desenvolvido por eles 

                                            
     Alunos com bengala eletrônica: aparelhos funcionais
Oferecer soluções tecnológicas que melhorem a qualidade de vida das pessoas e aprender no processo de pesquisa e desenvolvimento. Foi por conta desses objetivos que quatro projetos dos alunos dos cursos técnicos de Eletrônica, Eletrotécnica e Informática do Instituto Federal do Piauí (IFPI) foram aprovados para participar da III Mostra de Robótica, que acontece entre os dias 17 a 21 de outubro, em Fortaleza-CE.

Este é o segundo ano que os alunos do IFPI participam da mostra. No ano passado, o instituto piauiense figurou entre os 20 melhores projetos do país na categoria Ensino Médio, sob a orientação do professor Francisco Marcelino Araújo. Agora, o professor Marcelino quer repetir o feito, levando um grupo que conta com 35 alunos. 

“O que é melhor nisso tudo é que os alunos aprendem a conciliar teoria e prática, concebendo projetos que beneficiam a sociedade. E participar de projetos como esse conta muitos pontos para o programa Ciência sem Fronteiras, por exemplo”, diz o professor. 

O curso superior de Engenharia Mecânica também representará o Estado com a apresentação do artigo sobre as simulações para robótica competitiva. A Mostra Nacional de Robótica (MNR), maior evento do país na área, busca valorizar o conhecimento interdisciplinar e integrado, estimulando a submissão de trabalhos na fronteira entre a robótica e diversas outras áreas do conhecimento, tais como: artes, humanidades, ensino, ciências e inovação, além das áreas tradicionais, como elétrica, mecânica e computação. 
Entre os projetos aprovados para a mostra, está a Plataforma Robótica para Transporte de Carga Magnum 300, que pretende ser uma alternativa às empilhadeiras e carros hidráulicos. A principal inovação é a utilização de dois sensores na parte de trás da plataforma, que detectam a posição do corpo do operador e, com base nesse posicionamento, definem a direção em que o aparelho se locomove. 
A Bengala Eletrônica também promete chamar muita atenção na mostra cearense. Concebida para facilitar a vida de deficientes visuais, ela possui quatro sensores em sua extensão, que emitem um sinal sonoro quando um obstáculo está próximo.


FONTE: Dowglas Lima

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