Detentos poderão usar roupas femininas
Três presídios da Paraíba criaram alas destinas a detentos transexuais e gays após denúncias de abusos sexuais e discriminação por parte dos demais internos. As celas foram criadas no início deste mês e são opcionais. O Mel (Movimento do Espírito Lilás) foi quem reivindicou o direito e tem o apoio da OAB-PB (Ordem dos Advogados do Brasil). Os Estados do Rio Grande do Sul e Minas Gerais também adotaram a medida há alguns anos.
Eles ganharam direito a visita íntima homoafetiva e podem usar roupas femininas, além de terem reconhecido o nome de transexual.
As celas foram instaladas nos presídios do Roger, em João Pessoa, e no Serrotão, em Campina Grande. Uma ala na Penitenciária Dr. Romeu Gonçalves de Abrantes (PB1), na capital, também foi instalada, mas ainda não abriga nenhum detento transexual.
— Acreditamos que a medida é positiva por reduzir a possibilidade de que essas pessoas sofram violência. Queremos ainda que elas tenham atendimento médico especializado porque faziam uso de hormônios antes de entrarem no presídio e param completamente, o que gera até mesmo uma deformidade física em algumas. É um caso de saúde pública.
O secretário de Administração Penitenciária do Estado, Wallber Virgolino, informou que a decisão foi tomada porque o 'detento tem o direito de escolher com quem se relaciona sexualmente e não ser forçado a isso'. Ele afirmou ainda que é estudada a viabilidade das alas em todos os presídios do Estado.
Segundo o presidente do Mel, a reivindicação é feita desde 2011, mas somente agora foi atendida pela administração pública.
Entre os relatos, há reclamações de transexuais que tiveram a cabeça raspada para entrar no presídio e foram impedidos de usarem roupas femininas. A medida foi adotada em ao menos dois Estados do País. Em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e em Belo Horizonte, Minas Gerais. As justificativas são as mesmas, de que os presos sofriam violência sexual por parte de outros.

FONTE: r7

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