No Brasil, mais de 1.700 casos foram confirmados. No Piauí um homem de 54 anos morreu em agosto em Teresina.
A diretora de Unidade de Vigilância e
Atenção à Saúde da Secretaria Estadual de Saúde, Telma Evangelista,
confirmou que um homem de iniciais P.M., de 54 anos, morreu vítima da
gripe A, H1N1 em Teresina no mês de agosto. Segundo ela, os exames de
necropsia ainda estão sendo finalizados, mas que 90% do diagnóstico já
está fechado para o vírus Influenza A.
“Ele
tinha passado uns dias em São Raimundo Nonato e chegou com um quadro
agudo no hospital em Teresina, com muita falta de ar e pediu para ser
internado. No outro dia, o pulmão dele já estava totalmente coberto com
uma substância branca. A causa do óbito foi Pulmão de Sara, mas sabemos
que foi uma consequência do H1N1”, destacou a diretora.

A
médica destacou que foram feitos exames laboratoriais que já
confirmaram a doença e a família autorizou a necropsia para outros
exames. “Alguns [exames] da necropsia também já confirmaram, mas ainda
faltam outros resultados que estamos aguardando. Porém já posso dizer
que está praticamente fechado como positiva para gripe A”, afirmou.
Ela
disse que todos os cuidados já foram tomados tanto com a família da
vítima que mora em Teresina, quanto com as pessoas que ele teve contato
em São Raimundo Nonato.
“Implantamos
protocolos em São Raimundo, pois ele tinha passado alguns dias por lá e
que andou tendo contato com uma árvore cheia de pombos, que podem
transmitir essa doença. Até porque a cidade também recebe muita gente de
fora, é muito visitada e a doença pode ter chegado à região. Porém
nenhuma outra suspeita foi confirmada”, enfatizou Telma Evangelista.
Primeiro caso no Piauí
Este
é o primeiro caso de gripe H1N1 registrado no Estado este ano. Mas, no
Brasil outros há registros da doença. O Brasil teve 1.754 casos da
doença, segundo balanço do Ministério da Saúde até 25 junho. O estado de
São Paulo, por sua vez, teve 1.367 casos confirmados, de acordo com
levantamento do órgão estadual até início de julho. No Nordeste até
então, o Maranhão, Ceará e a Bahia haviam registrado um caso em cada,
porém sem mortes. No Piauí houveram suspeitas, mas este foi o único caso
praticamente confirmado e com óbito.
“O
vírus ainda circula e faz vítimas isoladas, mesmo não estando em um
ciclo epidêmico, os cuidados devem sempre ocorrer. Temos que correr
atrás para cortar essa transmissão. É lamentável perder uma pessoa na
idade produtiva para uma doença como esta”, indigna-se a médica.
Sinais e sintomas da H1N1
Infecção
aguda das vias aéreas que cursa com quadro febril (temperatura ≥
37,8°C), com a curva térmica usualmente declinando após 2 a 3 dias e
normalizando em torno do sexto dia de evolução. A febre geralmente é
mais acentuada em crianças do que em adultos.
Os demais sinais e sintomas comuns são habitualmente de aparecimento súbito, como:
Calafrios;
Mal-estar;
Cefaleia;
Mialgia
Dor de garganta;
Artralgia
Prostração;
Rinorreia;
Tosse seca.
Podem ainda estar presentes:
Diarreia;
Vômito;
Fadiga;
Rouquidão;
Hiperemia conjuntival.
As
queixas respiratórias, com exceção da tosse, tornam-se mais evidentes
com a progressão da doença e mantêm-se, em geral, por três a quatro dias
após o desaparecimento da febre. A rouquidão e a linfadenopatia
cervical são mais comuns em crianças. A tosse, a fadiga e o mal-estar
frequentemente persistem pelo período de uma a duas semanas e raramente
podem perdurar por mais de seis semanas.
Complicações
A
evolução da gripe (influenza) geralmente tem resolução espontânea em
sete dias, embora a tosse, o mal-estar e a fadiga possam permanecer por
algumas semanas. Alguns casos podem evoluir com complicações.
- Pneumonia bacteriana e por outros vírus;
- Sinusite;
- Otite;
- Desidratação;
- Piora das doenças crônicas do tipo insuficiência cardíaca, asma ou diabetes ;
-
Pneumonia primária por influenza, que ocorre predominantemente em
pessoas com doenças cardiovasculares (especialmente doença reumática com
estenose mitral) ou em mulheres grávidas.
Fonte:cidadeverde
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