O período crítico da seca está apenas começando e mais gado deve morrer até o fim do ano com a estiagem
O
Piauí enfrenta a maior seca já registrada nos últimos 50 anos e a perda
do rebanho bovino tem sido um de seus maiores efeitos. De acordo com o
diretor técnico da Agência de Defesa Agropecuária (ADAPI), Idílio Moura,
66 mil cabeças de gado já foram dizimadas por conta da seca. Os dados
são do último levantamento da campanha de vacinação contra a febre
aftosa, realizado pela agência no primeiro semestre de 2013.
A
escassez de água tem ampliado os números de mortes de bovinos,
principalmente na região do semiárido. Porém, para Idílio Moura, os
meses entre março e agosto não castigaram tanto a criação dos rebanhos,
por isso, segundo ele, a perda será menor. "Na primeira etapa da
campanha de vacinação contra a febre aftosa de 2013, registramos 66 mil
mortes do rebanho bovino. A segunda etapa será concluída dia 15 de
setembro, mas acreditamos que a perda será menor", afirma Idílio.
O
diretor ressalta ainda que o período crítico da seca está apenas
começando. "Os meses de setembro, outubro e novembro são os mais quentes
do ano e, consequentemente, a perda do rebanho será maior por conta da
intensidade da seca. Por isso, aconselhamos que os criadores levem logo
seus animais para o abate para a perda não ser maior", diz.
De
acordo com o Governo Federal, cerca de 1,4 mil municípios foram
atingidos pela seca e no Piauí, mais de 200 municípios já decretaram
situação de emergência por conta da escassez de água. Os municípios de
Paulistana, Queimada Nova e Picos são alguns dos que mais sofrem com a
seca.
De acordo com Idílio Moura, a ADAPI vem atuando em
parceira com alguns órgãos no sentido de amenizar os efeitos da seca.
"Está sendo feito o fornecimento de ração subsidiada a preço mais
barato, a ampliação da perfuração de poços e cisternas, sem contar com o
apoio da Defesa Civil com o equipamento de postos desativados",
finaliza.
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