sábado, 28 de setembro de 2013

General da ditadura de Pinochet se suicida por perda de regalias no presídio

Odlanier Mena se matou porque não queria ser transferido da prisão onde tinha benefícios
                                        
Odlanier Mena se suicidou em função de uma ordem de transferência do presídio onde cumpria pena e usufruía de regalias

 O general reformado Odlanier Mena, ex-chefe da Central Nacional de Informações (CNI), condenado por violações aos direitos humanos durante a ditadura de Augusto Pinochet, se suicidou neste sábado (28) em função de uma ordem de transferência do presídio onde cumpria pena e usufruía de regalias.
Mena, de 87 anos, era o réu mais idoso do país e o único dos dez militares condenados por violações aos direitos humanos. Ele se encontrava detido no presídio especial Cordillera, onde tinha o benefício de poder ir para casa nos fins de semana.
"Ele se suicidou em casa em consequência da ação de transferência do presídio de Cordillera para Punta Peuco. O general Mena se encontrava num estado de saúde muito delicado. Em Punta Peuco, não ia ter a atenção médica de que necessitava", explicou o advogado do preso, Jorge Balmaceda.

Mena deixou uma carta publicada neste sábado no jornal El Mercurio sob título "Plano Condor" na qual afirma: "Declaro, sob juramento, que não tive conhecimento nem participação alguma nessas ações ilegais".
O Plano Cóndor foi uma operação através da qual as ditaduras do Cone Sul se coordenaram na década de 70 para o extermínio de opositores.

Mena, que cumpria pena de seis anos pelo fuzilamento de três militantes socialistas em Arica, em 1973, foi o primeiro chefe do CNI quando Pinochet dissolveu a DINA, a polícia que operou nos primeiros e mais sangrentos anos da ditadura (1973-1990), que deixou mais de 3.200 mortos e desaparecidos.

R7

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