quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Número de assassinatos no Piauí está acima dos dados oficiais

Autoridades dizem que alguns dados não entram nas estatísticas oficiais.
Sindicato alerta que número de homicídios no estado é bem maior.

  Uma pesquisa mostra que o número de assassinatos no Brasil está muito acima do que o número apresentado pelos dados oficiais. No Piauí, as autoridades acreditam que muitos assassinatos não entram na estatística, o que  causa o direcionamento errado das políticas públicas.
“Se em uma determinada região houve 30 homicídios em um ano e no ano seguinte foram registrados 50 casos, se houver esses registros, o governo vai poder comparar e verificar a necessidade de aplicar políticas públicas para sanar aquele problema”, revela o presidente da comissão de direitos humanos da Ordem de Advogados do Brasil no Piauí, Campelo Filho.

De acordo com o diretor do Instituto de Medicina Legal de Teresina (IML), Anfrísio Castelo Branco, quando não é uma morte natural ou mesmo haja a suspeita de morte por violência, o corpo deve passar por exames no instituto.

No Piauí, a sede do IML fica em Teresina, havendo um Posto Especializado em Parnaíba, além de peritos criminais capazes de realizar exames mais simples em Picos, Pedro II, Floriano e Bom Jesus.
“A atribuição do IML é determinar causa da morte sempre que haja uma suspeita de que não foi morte natural. O procedimento ocorre quando o delegado faz uma requisição para que seja feita um laudo cadavérico para determinar a causa morte. Os casos onde a causa morte é dada como indeterminada, são muito raras e são casos excepcionais”, revela Anfrísio Castelo Branco.
Segundo o diretor da OAB Campelo Filho é imprescindível que a quantidade real de mortes seja comprovada em registros. “Quando ocorre uma morte violenta o registro tem que ir para as estatísticas da Secretaria de Segurança, que expedirá um boletim e o encaminhará para o Ministério da Justiça, para que o país e o estado tenham os dados da quantidade de mortes”, revela Campelo.
Segundo pesquisa encomendada pela TV Globo, dos mais de 50 mil casos de homicídio no país, outros 8.600 não são registrados. No Piauí, entre aos anos de 1996 e 2010, os números foram de de 1 a 3 casos por ano, para grupo de cada 100 mil habitantes. Já no período entre 2008 e 2009, os índices foram de 4,3 e 3,5 para cada 100 mil habitantes.
O Sindicato de Policiais Civis do Piauí alerta que o número de homicídios no estado é bem maior. “Em cidades do interior, corpos em decomposição são encontrados e muitas vezes são enterrados como indigentes e não passam por qualquer registro”, denuncia o diretor Constantino Barros.

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