domingo, 25 de agosto de 2013

Alvo de 16 arrombamentos, AMA Piauí passa por sérias dificuldades

Fundada há 13 anos, a AMA trabalha atualmente com 100 autistas.
Direção corre atrás de doações para manter a associação funcionando.

Ellyo Teixeira Do G1 PI

                       Associação doa Amigos Autistas do Piauí (AMA-PI) (Foto: Ellyo Teixeira/G1)  
             Associação doa Amigos Autistas do Piauí 
A Associação de Amigos dos Autistas do Piauí (AMA-PI), entidade que presta assistência gratuita a portadores de autistas, principalmente para as pessoas carentes da cidade, está passando por sérias dificuldades para manter suas atividades.
                          Maria Rosália Sousa Oliveira, diretora da associação (Foto: Ellyo Teixeira/G1)   
     Maria Rosália Sousa Oliveira, diretora da associação
De acordo com Maria Rosália Sousa Oliveira, diretora da associação, a AMA, existente há 13 anos no estado, trabalha atualmente com 100 autistas de idades variando entre 2 e 36 anos. “São pessoas que precisam de um acompanhamento individual, para serem estimuladas o tempo todo e fazer atividades como comer, ir ao banheiro, ler e escrever”, completou.

Para Rosália, o grande problema da Associação de Autistas do Piauí é a falta de estrutura para desenvolver um trabalho melhor. “Hoje, nós contamos, de concreto, apenas com uma sede, que precisa de uma reforma, como a quadra de esportes, banheiros e teto para atender a demanda de alunos especiais. Precisamos de alimentação, além de outros elementos necessários para o bom andamento das coisas”, relatou.

A AMA-PÍ funciona há dois anos em um prédio na Rua José Clemente Pereira, no Bairro Primavera Zona Norte de Teresina e, nesse período o local já foi alvo de 16 arrombamentos, o último ocorrido no dia 11 desse mês, ladrões roubaram muitos objetos, deixando a entidade em situação difícil. “Nós estamos buscando nos estruturar, pois já sofremos várias vezes com ações criminosos. Sentimos que por conta da doença ainda ser desconhecida para muitos, falta mais apoio dos órgãos governamentais”, afirmou Rosália.

Ainda segundo Maria Rosália, para trabalhar com autistas, é necessária muita dedicação, pois as dificuldades são muitas, até o tratamento ter êxito.
“Algumas crianças, apesar de autistas, apresentam inteligência e fala intactas, outras apresentam sérios problemas no desenvolvimento da linguagem. Os diversos modos de manifestação do autismo também são designados de espectro autista. Atualmente, há a possibilidade de detectar a síndrome antes dos dois anos de idade, em muitos casos. O trabalho exige muito esforço e dedicação”, explicou.
                         Parede do banheiro está com infiltração (Foto: Ellyo Teixeira/G1)  
                 Parede do banheiro está com infiltração 
   A direção corre atrás de doações para manter a associação funcionando plenamente. “Estamos fazendo uma campanha para buscar doações e atender a população carente. É assim que estamos mantendo a entidade. Já nos inscrevemos em programas específicos para recebermos verbas públicas. Temos projetos que estão na Secretaria de Educação há muito tempo, mas até o momento não recebemos nenhuma resposta”, relatou.

Maria Rosália conta que os alunos atendidos pela associação foram convidados para participar das paraolimpíadas que acontece entre os dias 26 à 31 de agosto, mas sem a preparação adequada eles não poderão competir. “Preferimos não colocarmos eles em competição justamente porque falta um preparo melhor dos alunos, aqui não tem piscina e a quadra que possui é inadequada, como poderíamos colocar eles para participar da natação ou futsal sem treino”, indagou a diretora.

Atividades desenvolvidas
A associação oferece para os alunos acompanhamento como atendimento educacional especializado, acompanhamento aos alunos incluídos na rede regular de ensino, acompanhamento e orientação para famílias com assistência social, pedagogos e psicólogos. “Temos uma equipe formada por profissionais para atender da melhor forma possível esses alunos, pois eles necessitam do nosso apoio e nós precisamos do apoio de todos”, finalizou Rosália.

Quem quiser conhecer o trabalho da entidade ou ajudar pode entrar em contato, através dos telefones (86) 3316-3385 e 3221-4542.
                            Quadra de esportes não é adequada para os alunos (Foto: Ellyo Teixeira/G1)  
 Quadra de esportes não é adequada para os alunos (Foto: Ellyo Teixeira/G1)

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