O papa argentino colocou o dedo na “ferida” tanto da Igreja Católica
como do Governo. Após sua passagem pelo Brasil, nunca mais qualquer uma dessas
instituições será a mesma. Advertiu a Igreja sobre sua “letargia”, que,
insensível, está sem forças para mudar um quadro que lhe tem rendido perdas
significativas no “rebanho” católico.
Bem-vindo, jesuíta franciscano! Sua passagem pelo Brasil marcou, induvidosamente!
Nos vários discursos e homilias que proferiu na Jornada Mundial da Juventude, o Papa Francisco abriu espaço para denúncias de vidas “nababescas” de padres e religiosos. Muitos que desembolsam milhões da Igreja para pagar apartamentos de luxo. Que adquirem carros de luxo, potentes, e que compram um sofá por mais de R$ 21 mil reais. Enfim, que esbanjam milhões em despesas desnecessárias ou injustificadas com o dinheiro dos fiéis, da Igreja e da fé.
À Igreja, o religioso carismático e conquistador deu lições de como ser exemplo de uma vida na prática do monasticismo, que deve sempre resultar na abdicação dos objetivos comuns dos homens em prol da prática religiosa.
Como chefe de Estado, defendeu justeza dos gastos da Igreja. E pediu reflexão aos religiosos católicos sobre seus próprios escândalos, quer de ordem moral como econômica. Foram lições que ficarão para sempre na renovação do “rebanho” do catolicismo.
No campo político, disse claro e inquestionavelmente que “Jesus se une aos que perderam a fé na política”, dando um recado curto e grosso para os políticos e atuais governantes de que o jovem deve, sim, insurgir-se contra tudo aquilo que venha em prejuízo do seu futuro e que atinja seu progresso social, espiritual e intelectual.
Na Jornada Mundial da Juventude, Francisco apontou para uma direção e os políticos brasileiros há anos apontavam – e apontam - para outra distorcida e contrária ao clamor das ruas, da sociedade. Disse Sua Santidade: "Em quem depositamos a nossa fé? Em nós mesmos, nas coisas, ou em Jesus? Sentimo-nos muitas vezes tentados a colocar a nós no centro. Mas sabemos que não é assim". E arrematou, para desespero dos políticos brasileiros de plantão: "A fé é revolucionária. Está disposto a entrar nessa onda da revolução da fé?" – pontuou e perguntou Francisco.
Na chegada do Papa, a presidente Dilma perdeu a oportunidade de ficar calada ao discursar apontando na direção dos feitos sociais dos governos petistas, como, por exemplo, o ‘Bolsa Família’, forçando um discurso político que não encontrou eco na sociedade e nem nas palavras posteriores de Francisco. Errou feito!
Ao contrário do governo e de Dilma, o Papa foi muito mais além, quando nos dias seguintes sentenciou:pediu para que os jovens não desistam da luta contra a corrupção. Nas entrelinhas, além de encorajar a juventude, Francisco acabou empunhando a bandeira e vestindo a camisa do inconformismo e da insatisfação que se alastra pelo país. Na fala aos peregrinos, o Papa fez uma curiosa referência histórica: disse que os fiéis devem colocar Cristo no centro de suas vidas, como que numa "revolução que poderíamos chamar de copernicana", tese defendida pelo astrônomo e clérigo católico polonês Nicolau Copérnico (1473-1543), que revolucionou a ciência ao condensar a teoria heliocêntrica, segundo a qual a Terra não era o centro do universo, mas, sim, girava em torno do Sol.
Acabou deixando um “exército” de jovens apaixonados e fanáticos, que agora deve retornar ao centro nervoso das ruas mais fortalecido, amparado e encorajado pelos conselhos e bênçãos de Sua Santidade, na conquista de ideais e confrontando-se com políticos que querem governar em benefício próprio e com o olhar transviados para o povo. Seja o que Deus quiser, mas o Brasil não será mais o mesmo após os “desafios” pregados por Francisco!
Emblemática, sua peregrinação foi marcada por palavras fortes, comoventes e marcantes para todos nós:"Com a Cruz, Jesus se une ao silêncio das vítimas da violência, que já não podem clamar, sobretudo os inocentes e indefesos; nela Jesus se une às famílias que passam por dificuldades, que choram a perda de seus filhos, ou que sofrem vendo-os presas de paraísos artificiais como a droga; nela Jesus se une a todas as pessoas que passam fome, num mundo que todos os dias joga fora toneladas de comida; nela Jesus se une a quem é perseguido pela religião, pelas idéias, ou simplesmente pela cor da pele; nela Jesus se une a tantos jovens que perderam a confiança nas instituições políticas, por verem egoísmo e corrupção, ou que perderam a fé na Igreja, e até mesmo em Deus, pela incoerência de cristãos e ministros do Evangelho".
Deixou lições muito claras de que não podemos ceder. Sobretudo para a corrupção, para os desmandos, para o caos,... Fez lembrar, inclusive, a canção que diz: “Não ceda, irmão, não ceda; A Lâmina de Deus ainda está acesa; Deus não deu ainda a última palavra; O milagre ainda pode acontecer; Pois no nome de Jesus há poder”.
Os discursos, todos destacados por um teor político forte, realçando sempre as questões sociais e econômicas, têm sido observados por historiadores, como, por exemplo, André Chevitarese, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que disse estar particularmente surpreso com os discursos feitos por Francisco, para o qual "de alguma maneira, nós estamos percebendo uma certa quebra em um ritmo ditado por João Paulo II e por Bento XVI de evitar politizar questões relacionadas à miséria, à pobreza, a um anseio por demais excessivo ao materialismo. Ele tem feito críticas que eu gosto muito de ouvir e que, de alguma maneira, estavam esquecidas. Achei muito interessante isso".
Outro historiador que destacou a visita do Papa ao Brasil foi Oswaldo Munteal, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio): "Eu sinto o discurso dele muito articulado a essa questão. Tanto que ele disse que a Igreja tem que estar nas ruas, se não se torna uma organização não governamental (ONG)".
Bem-vindo, jesuíta franciscano! Sua passagem pelo Brasil marcou, induvidosamente!
Nos vários discursos e homilias que proferiu na Jornada Mundial da Juventude, o Papa Francisco abriu espaço para denúncias de vidas “nababescas” de padres e religiosos. Muitos que desembolsam milhões da Igreja para pagar apartamentos de luxo. Que adquirem carros de luxo, potentes, e que compram um sofá por mais de R$ 21 mil reais. Enfim, que esbanjam milhões em despesas desnecessárias ou injustificadas com o dinheiro dos fiéis, da Igreja e da fé.
À Igreja, o religioso carismático e conquistador deu lições de como ser exemplo de uma vida na prática do monasticismo, que deve sempre resultar na abdicação dos objetivos comuns dos homens em prol da prática religiosa.
Como chefe de Estado, defendeu justeza dos gastos da Igreja. E pediu reflexão aos religiosos católicos sobre seus próprios escândalos, quer de ordem moral como econômica. Foram lições que ficarão para sempre na renovação do “rebanho” do catolicismo.
No campo político, disse claro e inquestionavelmente que “Jesus se une aos que perderam a fé na política”, dando um recado curto e grosso para os políticos e atuais governantes de que o jovem deve, sim, insurgir-se contra tudo aquilo que venha em prejuízo do seu futuro e que atinja seu progresso social, espiritual e intelectual.
Na Jornada Mundial da Juventude, Francisco apontou para uma direção e os políticos brasileiros há anos apontavam – e apontam - para outra distorcida e contrária ao clamor das ruas, da sociedade. Disse Sua Santidade: "Em quem depositamos a nossa fé? Em nós mesmos, nas coisas, ou em Jesus? Sentimo-nos muitas vezes tentados a colocar a nós no centro. Mas sabemos que não é assim". E arrematou, para desespero dos políticos brasileiros de plantão: "A fé é revolucionária. Está disposto a entrar nessa onda da revolução da fé?" – pontuou e perguntou Francisco.
Na chegada do Papa, a presidente Dilma perdeu a oportunidade de ficar calada ao discursar apontando na direção dos feitos sociais dos governos petistas, como, por exemplo, o ‘Bolsa Família’, forçando um discurso político que não encontrou eco na sociedade e nem nas palavras posteriores de Francisco. Errou feito!
Ao contrário do governo e de Dilma, o Papa foi muito mais além, quando nos dias seguintes sentenciou:pediu para que os jovens não desistam da luta contra a corrupção. Nas entrelinhas, além de encorajar a juventude, Francisco acabou empunhando a bandeira e vestindo a camisa do inconformismo e da insatisfação que se alastra pelo país. Na fala aos peregrinos, o Papa fez uma curiosa referência histórica: disse que os fiéis devem colocar Cristo no centro de suas vidas, como que numa "revolução que poderíamos chamar de copernicana", tese defendida pelo astrônomo e clérigo católico polonês Nicolau Copérnico (1473-1543), que revolucionou a ciência ao condensar a teoria heliocêntrica, segundo a qual a Terra não era o centro do universo, mas, sim, girava em torno do Sol.
Acabou deixando um “exército” de jovens apaixonados e fanáticos, que agora deve retornar ao centro nervoso das ruas mais fortalecido, amparado e encorajado pelos conselhos e bênçãos de Sua Santidade, na conquista de ideais e confrontando-se com políticos que querem governar em benefício próprio e com o olhar transviados para o povo. Seja o que Deus quiser, mas o Brasil não será mais o mesmo após os “desafios” pregados por Francisco!
Emblemática, sua peregrinação foi marcada por palavras fortes, comoventes e marcantes para todos nós:"Com a Cruz, Jesus se une ao silêncio das vítimas da violência, que já não podem clamar, sobretudo os inocentes e indefesos; nela Jesus se une às famílias que passam por dificuldades, que choram a perda de seus filhos, ou que sofrem vendo-os presas de paraísos artificiais como a droga; nela Jesus se une a todas as pessoas que passam fome, num mundo que todos os dias joga fora toneladas de comida; nela Jesus se une a quem é perseguido pela religião, pelas idéias, ou simplesmente pela cor da pele; nela Jesus se une a tantos jovens que perderam a confiança nas instituições políticas, por verem egoísmo e corrupção, ou que perderam a fé na Igreja, e até mesmo em Deus, pela incoerência de cristãos e ministros do Evangelho".
Deixou lições muito claras de que não podemos ceder. Sobretudo para a corrupção, para os desmandos, para o caos,... Fez lembrar, inclusive, a canção que diz: “Não ceda, irmão, não ceda; A Lâmina de Deus ainda está acesa; Deus não deu ainda a última palavra; O milagre ainda pode acontecer; Pois no nome de Jesus há poder”.
Os discursos, todos destacados por um teor político forte, realçando sempre as questões sociais e econômicas, têm sido observados por historiadores, como, por exemplo, André Chevitarese, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que disse estar particularmente surpreso com os discursos feitos por Francisco, para o qual "de alguma maneira, nós estamos percebendo uma certa quebra em um ritmo ditado por João Paulo II e por Bento XVI de evitar politizar questões relacionadas à miséria, à pobreza, a um anseio por demais excessivo ao materialismo. Ele tem feito críticas que eu gosto muito de ouvir e que, de alguma maneira, estavam esquecidas. Achei muito interessante isso".
Outro historiador que destacou a visita do Papa ao Brasil foi Oswaldo Munteal, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio): "Eu sinto o discurso dele muito articulado a essa questão. Tanto que ele disse que a Igreja tem que estar nas ruas, se não se torna uma organização não governamental (ONG)".
Os discursos, todos dest
Nenhum comentário:
Postar um comentário