Paulo Patrick teve morte encefálica constatada na madrugada deste domingo (07)

A família decidiu doar os órgãos do estudante
Paulo Patrick, 14 anos. O jovem teve a morte encefálica constatada na madrugada deste domingo (07), após uma série de exames para avaliar sua atividade
cerebral.
O processo de retirada dos órgãos já foi iniciado.
Mesmo após a constatação da morte encefálica, a equipe médica do Hospital São Paulo manteve o corpo de Paulo Patrick funcionando através de aparelhos e medicamentos. Seu quadro neurológico era irreversível.
A morte encefálica é a morte do cérebro e do tronco cerebral. É um dano definitivo e significa a morte legal do indivíduo. As funções vitais controladas pelo cérebro deixam de ser realizadas espontaneamente, provocando o colapso de todos os órgãos em poucos minutos.
Com a intervenção de aparelhos, como no caso de Paulo Patrick, os órgãos podem continuar ativos por alguns dias, no máximo até uma semana. Os familiares têm esse prazo para decidir sobre a doação.
A família ainda não divulgou o local do velório e sepultamento do jovem.
O acidente
No dia 26 de junho deste ano, um grupo de jovens realizava
manifestação em Teresina contra o valor da tarifa de ônibus. Eles defendiam,
entre outras reivindicações, a redução do valor da tarifa de R$ 2,10 para R$
1,75.
O protesto começou à tarde e se estendeu até o turno da
noite, sempre acompanhado por um grande efetivo de policiais militares. Entretanto,
apenas umas 20 pessoas permaneciam na rua quando a Tropa de Choque da PM
surgiu. Assustados, temendo repressão, alguns dos manifestantes correram. Entre
eles, Paulo Patrick.
Ao mudar de um lado para o outro da Avenida João XXIII, o adolescente
foi colhido por um táxi. O acidente aconteceu assim que Paulo pulou a barra de
ferro que separa o canteiro central da via. Outras duas jovens escaparam por pouco do acidente.
Gravemente ferido e sem identificação, o adolescente foi levado para o Hospital de Urgências de Teresina. Após ser submetido a uma
primeira cirurgia, ele foi transferido para o Hospital São Paulo, onde
permaneceu internado até este domingo (07), quando teve a morte cerebral constatada.
Repórter: Rômulo Maia
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