Classe médica também reclamou das condições precárias em hospitais.
Ato público percorreu principais unidades de saúde de Teresina.

Debaixo de forte chuva, médicos seguiram em passeata pelas ruas do Polo de Saúde (Foto: Gil Oliveira)
Pelo menos 300 médicos participaram em Teresina
nesta quarta-feira (3) da manifestação ‘Vem para a rua pela saúde’ que
acontece em várias capitais do Brasil. O ato público teve início às 8h
com saída da sede do Conselho Regional de Medicina (CRM-PI) e de lá os
profissionais seguiram em passeata até o Polo de Sáude, no Centro da
capital, onde se concentra os principais hospitais.O movimento é em defesa da saúde pública, da obrigatoriedade da revalidação dos diplomas de médicos estrangeiros e da implantação da carreira médica.

Médicos levaram vários cartazes em defesa da
revalidação dos diplomas dos estrangeiros
(Foto: Gil Oliveira/ G1 Piauí)
“Estamos vendo uma atitude do governo federal sendo enfiada de goela abaixo na sociedade e que põe em risco a saúde dos brasileiros. Nós não somos contra a vinda de médicos estrangeiros, mas da não revalidação dos diplomas. Esse é um teste feito em vários países sérios, o que acaba ferindo a soberania nacional”, disse Lúcia Santos.
Com vários cartazes os médicos percorreram ruas do Centro chamando a atenção da população para vários problemas na saúde. Além de discutir a pauta nacional, os médicos do Piauí também fizeram reivindicações a nível regional. Uma das principais reclamações é a má distribuição dos especialistas. Dos 3.700 médicos em atividade no estado, 2.300 trabalham na capital.

Debaixo de forte chuva, médicos seguiram em passeata pelas ruas de Teresina (Foto: Gil Oliveira/G1)
“Pedimos uma melhor restruturação da rede de saúde nas cidades do
interior do estado dando condições de trabalho e carreira para que os
médicos possam se fixar por lá. Em todo o país há esse problema da falta
de estrutura no interior o que acarreta no aumento da demanda do
atendimento nas capitais”, disse Lúcia Santos.
Profissionais penduraram os jalecos no portão do Palácio de Karnak (Foto: Gil Oliveira)Segundo o psiquiatra Leonardo Luz a construção e reformas de hospitais no interior do estado nunca foram concluídas. “Sai do estado e passei 10 anos fora, mas quando voltei vi que a situação continua a mesma, temos hospitais em Picos, Floriano e Uruçui que nunca foram concluídos. Com isso, continuamos na ambulancioterapia, que transportam os doentes do interior para a capital, superlotando o Hospital de Urgência de Teresina”, denuncia Leonardo.

Médicos se reúnem em manifestação em frente a Igreja São Benedito, Centro de Teresina (Foto: Gil Oliveira/ G1)
Para o médico Laurino Neto essa reivindicação mostra que a categoria
está preocupada com a saúde do Brasil. “Nós buscamos melhores condições
de trabalho e uma saúde de qualidade para a população. Ganho cheguei ao
interior não tive condições de trabalho, faltava aparelhos de raio-x,
exames laboratoriais, e infelizmente não temos como atender o paciente”,
reclama Laurino.

Médicos cantam Hino Nacional em frente a sede do Governo do Piauí (Foto: Gil Oliveira/ G1)
Nenhum comentário:
Postar um comentário