Teresina é a terceira capital do País
no registro de consumo excessivo de álcool, droga que é a maior causa de
doença e morte no Brasil. A capital piauiense fica atrás apenas de
Fortaleza e Salvador na maior pesquisa realizada pela Secretaria
Nacional de Políticas sobre Drogas sobre dependência de álcool no
Brasil, que avaliou 107 cidades. Os dados foram apresentados pela ONG
Viva Bem na sessão especial realizada na Câmara Municipal hoje (26), Dia
Municipal de Combate ao Consumo Excessivo de Álcool. A data foi criada
pela lei n° 3.550/2006 da vereadora Teresa Britto (PV).
Ascom
Durante
a audiência pública, o médico Antônio Barros lançou a campanha Nascer
Viva Bem para ser adotada pelas gestões de saúde de Teresina e do Piauí
de modo a prevenir a Síndrome Alcoólica Fetal. Segundo ele, as mulheres
grávidas têm, principalmente no 1° trimestre, o período de maior risco
de gerarem a síndrome em seus filhos, resultando em problemas de retardo
mental, autismo e déficit de atenção.
"Hoje,
25% das mulheres grávidas ingerem bebida alcoólica no Brasil. Queremos
essa política de saúde voltada para a mulher, com maior publicidade e
conscientização porque no 1° semestre de gravidez é quando a mulher nem
sabe que está grávida. Além disso, bastam mínimas quantidades de álcool
para desencadear a síndrome", alertou o médico.
Antônio
Barros entregou à vereadora Teresa Britto uma proposta de controle
social para o consumo do álcool, no qual indica ações que devem ser
adotadas pelos gestores públicos para maior prevenção e conscientização
dos malefícios ao consumo excessivo de álcool. Ele lembra que a proposta
foi entregue há um ano ao Governo do Estado.
A
vereadora Teresa Britto se comprometeu a levar a proposta de controle
social do uso de álcool aos gestores de saúde e também vai solicitar a
ampliação dos CAPs AD e do número de profissionais da Prefeitura de
Teresina nos NASFs - Núcleo de Apoio à Saúde da Família.
Da Redação
redacao@cidadeverde.com
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