O ex-prefeito Sílvio Mendes (PSDB) admitiu ontem a possibilidade de ser candidato a governador nas eleições do ano que vem, encabeçando uma chapa formada por um grupo de partidos da oposição - entre eles PP, PTB e PSD, além do PSDB. Ele disse que a candidatura depende, porém, da formação de um "arco de alianças" envolvendo vários partidos, capaz de oferecer a estrutura necessária para uma candidatura competitiva. "Não vou entrar numa aventura", avisou.
Foi a primeira vez
que Sílvio Mendes admitiu que poderá, de fato, ser candidato a
governador em 2014. O ex-prefeito disse que não sairia candidato em 2014
nas mesmas condições que saiu em 2010, quando foi apoiado apenas pelo
PPS e DEM, mas levou a eleição para o segundo turno contra o governador
Wilson Martins (PSB), candidato à reeleição. Para garantir a estrutura
partidária que precisa, o nome dele está sendo articulado por um grupo
de partidos, envolvendo PP, PTB, PSD e o próprio PSDB. "Se as conversas
evoluírem, viabiliza uma disputa forte e, aí sim, poderei ser candidato.
Se não evoluírem, sem problema, não serei", declarou.
A ideia
do grupo é montar uma candidatura competitiva, com um programa de
governo para o Estado, como forma de enfrentar o senador Wellington Dias
(PT), que deverá ser apoiado pelo Governo Wilson Martins e pelo PMDB. O
PP coloca como condição para lançá-lo candidato, a desfiliação do PSDB e
entrada no Partido Progressista ou outra legenda. O senador Ciro
Nogueira, presidente nacional do PP, avalia que, ficando no PSDB, Sílvio
se isola e perde capilaridade. Não sai de Teresina.
Esse
entendimento existe também no PTB, PSD e até no próprio PSDB. O prefeito
Firmino Filho e o presidente regional do PSDB já admitem a saída de
Sílvio do PSDB, e prometem apoiá-lo como candidato, em qualquer partido
que esteja. Anteontem, Luciano Nunes admitiu que a saída de Sílvio é
questão de tempo. O próprio Sílvio disse ontem que deverá ir para o PP.
Adiantou que conversou com os dirigentes nacionais do PSDB, em Brasília,
que avalizaram a decisão (veja matéria nesta página).
Ele
disse que o grupo encomendou pesquisas qualitativas para avaliar o
impacto da decisão de sair do PSDB. "Fiquei surpreso com o resultado, e
isso me estimula a ser candidato. Foi uma pesquisa com pessoas de
diferentes níveis sociais, e eles entendem que ficar no PSDB é mais
difícil formar grandes alianças", observou. Segundo ele, as pesquisas
apontaram que o PP seria o partido para o qual poderá se mudar com menos
trauma.
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