quinta-feira, 16 de maio de 2013

Grupos do PI repudiam projeto de "cura gay" e criticam Câmara


Na sessão, participaram apenas seis vereadores do total de 29 da capital. Órgãos consideram ausência preconceito.

Entidades ligadas aos homossexuais repudiaram durante sessão solene na Câmara Municipal de Teresina nesta quinta-feira (16), o projeto de "cura gay" proposto pelo deputado João Campos (PSDB-GO) no Congresso Federal.
Fotos: Ascom Rosário Bezerra
                    
A sessão foi proposta pela vereadora Rosário Bezerra (PT) com o objetivo de discutir problemas ligados a preconceitos e saúde dos homossexuais. Somente sete vereadores participaram do ato solene: Edilberto Borges, o Dudu, Rosário Bezerra, Edvaldo marques, Antonio José Lira, Gilberto Paixão, Paulo Roberto da Iluminação e Rodrigo Martins.
O baixo quorum da sessão (a Câmara de Teresina é composta por 29 vereadores) é considerada pelas entidades como preconceito. Participam do encontro o Coletivo Gay Mirindiba, o Grupo Piauiense de Transexuais e Travestis, a Associação dos Travestis do Piauí, o Grupo Unionense de Livre Orientação Sexual e grupos ligados aos Direitos Humanos.
                     
“Essa proposta é um atraso, é um desrespeito. Também estamos protestando com a Câmara de Teresina por terem repudiado o projeto de adoção do nome social de transexuais e travestis”, disse João Leite, do Grupo Coletivo de Gays de Mirindiba.
Em 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou da lista de patologia o homossexualismo.  O projeto busca modificar resolução do Conselho Federal de Psicologia que impede profissionais do setor no processo chamada de “cura”.
                     
O deputado busca a reinserção dos profissionais no processo. “Regride e é uma afronta a todos os gays do país”, explica João Leite.
Flávia Cunha, 32 anos, é representante da Associação dos Travestis do Piauí e revela que a instituição enviou carta de repúdio sobre a negação do nome social. “Condenamos o projeto da cura gay. Fico estarrecida. Essa é uma lei que ofende. É absurda e macula os homossexuais”, analisa.
Fotos: Yala Sena/Cidadeverde.com
                   
“O Piauí tem avanços, mas existem dados assustadores. O Estado é o que registrou, em proporção, o maior número de assassinatos em 2012. Foram 13 mortes”, relembra Flávia Cunha. 
A vereadora Rosário Bezerra diz que é contra o projeto e que as pessoas tem que ter liberdade de escolha. “É um projeto condenável. Vivemos em um estado laico. As pessoas têm direito de fazer suas opções. Esse projeto só acirra o preconceito”, desabafa a parlamentar.
                    
“Isso é um absurdo. Ficou triste com a reprovação, também, do projeto do nome social. A homofobia é a mesma coisa do que bater em idoso e agredir crianças”, opina Edilberto Borges.
                                 
                            

                            
FONTE:cidadeverde.com 

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