segunda-feira, 29 de abril de 2013

Municípios travam briga por limites territoriais


Deputado Antonio Félix: esforço para resolver problemas nos limites territoriais dos municípios



      Os prefeitos dos 224 municípios do Piauí estão numa briga silenciosa por espaços territoriais entre os municípios. O impasse é decorrente de problemas entre os limites territoriais dos municípios. A Comissão de Estudos Territoriais da Assembleia Legislativa do Piauí está tentando resolver as disputas de terras. Criada em 2000, a comissão iniciou só este ano os trabalhos de revisão territorial dos municípios. 
       Além da Assembleia, integram a comissão técnicos do IBGE (Instituto Brasileiro de  Geografia e Estatística), Crea (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Piauí), APPM (Associação Piauiense de Municípios), TCE (Tribunal de Contas do Estado) e a Apeag (Associação Piauiense de Engenharia de Agrimensura). Segundo a comissão, cada cidade tem pelos menos uma área de indefinição com outros municípios. Atualmente, a comissão conta com 91 pedidos de revisão e reivindicação territorial. 
      Em cada solicitação de revisão de terras, estão envolvidos dois ou três municípios. O presidente da comissão, deputado estadual Antônio Felix (PSD), adiantou que dez solicitações já estão resolvidas e que outros sessenta já possuem o estudo preliminar pronto para serem apresentados. Os outros mais de vinte casos ainda não começaram a ser estudados, já que a análise demanda um trabalho minucioso.
     O diagnóstico da região é feita por técnicos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). "Eles são importantes colaboradores, têm equipamentos capazes de fazer o estudo com georreferenciamento (que fornece as referências geográficas e coordenadas para um sistema de referência). Depois de tudo pronto, eles mandam os dados para Fortaleza, que já nos devolvem o mapa da região estudada impresso", explicou o deputado.
Com os dados fornecidos pelos técnicos do IBGE, os membros da comissão analisam e dão um parecer sobre o impasse. O deputado afirmou que são analisadas a proximidade da área reclamada com os municípios que disputam essa área, e que é feito também um breve levantamento do que os moradores da região pensam sobre o assunto. Após o parecer dado pela comissão, os prefeitos e presidente da Câmara dos vereadores dos municípios envolvidos são convocados para uma conversa na Assembleia.
"A primeira dificuldade foi justamente trazer os gestores às reuniões. Mas com o envolvimento da APPM ficou mais fácil. Quase todos estão comparecendo", informou o chefe de gabinete do deputado, Juarez Napoleão. Um dos problemas que mais dificultam o trabalho é o interesse político dos prefeitos. Segundo ele, os gestores não querem perder o dinheiro que recebem por conta das ações executadas nos povoados em disputa. "Muitos não querem abrir mão daquela região porque querem gerenciar os recursos vindos do Estado e do Governo Federal para as escolas, para os postos de saúde que ficam naquelas localidades reclamadas", diz Juarez Napoleão.

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