Vista aérea de um dos pavilhões do complexo penitenciário do Carandiru com lençóis brancos nas janelas pedindo paz após a invasão da PM. Cerca de 27 mil presos se rebelaram simultaneamente em 24 presídios de 19 cidades paulistas. O motim, o maior do país, começou no complexo penitenciário do Carandiru – Evelson de Freitas/Folhapress
Com dois adiamentos apenas este ano, vai começar, nesta segunda-feira, o julgamento dos 26 policiais militares suspeitos de participação no massacre do Carandiru, quando 111 presos foram mortos em uma ação da tropa de choque comandada pelo coronel Ubiratan Guimarães.
O mais recente adiamento aconteceu na última segunda-feira, quando uma jurada passou mal no meio da leitura da acusação e foi retirada da sala. Logo depois, com a impossibilidade de a jurada retornar, o juiz responsável anunciou que iria dissolver o corpo de sete jurados, composto por cinco mulheres e dois homens, que havia sido formado pouco antes.
Novos jurados devem ser sorteados hoje. Se não houver contratempos desta vez, o júri, que vai acontecer no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo, deve durar dez dias.
Identidades - Os nomes dos policiais que serão julgados, bem como os cargos que ocupam atualmente são mantidos em sigilo pela Justiça. Todos respondem em liberdade até hoje. Inicialmente, 130 PMs foram denunciados à Justiça pelo massacre. O número, contudo, foi caindo ao longo dos anos. (Veja)

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