sexta-feira, 15 de março de 2013

Piauí é o 3º no Brasil com pior taxa de proteção ao deficiente


ESTADIC 2012: pesquisa também revela o grau de instrução dos servidores públicos estaduais do Piauí. Veja números.        


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (15) dados da pesquisa Informações Básicas sobre os Estados (Estadic 2012). O estudo revela que o Piauí possuiu assistência satisfatória, através do número de conselhos, à Criança e ao Adolescente, mas que apresenta o 3º pior no ranking dos Estados na  garantia dos direitos às pessoas com deficiência.



“A quantidade de unidades de Conselhos Estaduais de Direitos da Criança e do Adolescente, por exemplo, deixam o Piauí entre as melhores assistências do Brasil. Mas quando assunto é a pessoa com deficiência a situação fica crítica. De acordo com o Censo 2010, somos em 859.627 piauienses. Desse total 27,57% declararam ser portadores de algum tipo de deficiência”, conta o gerente de informações do IBGE/Piauí, Pedro Soares.

Os dados colhidos e tabelados são referentes ao ano de 2012. No período pesquisado, o Piauí aparece na lanterna do ranking nacional, ao lado de São Paulo e Bahia, com a existência de apenas três conselhos estaduais dedicados a garantia de direitos dos deficientes. 

Pedro Soares.

“A estrutura que existe é insuficiente para atender tamanha demanda. Essa informação deixa um alerta para o poder público, tanto estadual quanto dos municípios. Agora eles sabem que tipo de ações públicas devem ser reforçadas”, explica Pedro Soares.

Escolaridade dos servidores
A pesquisa do IBGE também catalogou informações sobre o grau de instrução dos servidores públicos estaduais. O estudo revela que no ano de 2012 ainda era registrada incidência de baixa escolaridade entre os estatutários estaduais, cobertos pelo Instituto da Assistência e Previdência do Estado do Piauí (Iapep).


“Foi detectado, por exemplo, que cerca de 33% dos servidores estaduais do Piauí possuem apenas o Ensino Fundamental. Essas pessoas representam uma classe que ingressou no serviço público há cerca de 20, ou 30 anos. Antigamente, quem tinha Ensino Fundamental no Piauí era considerado doutor”, analisa o gerente de Informações do IBGE/PI.

O Estadic revela, ainda, que 36,1% possuem apenas o Ensino Médio. O número cai quando se agrupa as pessoas com diploma acadêmico (terceiro grau) e/ou especialização, a título de pós-graduação. No Piauí, esse público representa 28,8% dos servidores estaduais. 

“Seguramente, esse último número representa os novos servidores públicos aprovados através de concurso. Eles valorizam mais o ensino superior, sem falar que com a expansão do ensino na atualidade ficou mais fácil e acessível conseguir diploma acadêmico”, revela Pedro Soares.

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