O casal Valdeci Cardoso Pereira e
Noêmia dos Santos Sousa registrou boletim de ocorrência no 8º Distrito
Policial contra duas médicas, acusadas de negligenciar atendimento na
maternidade municipal Wall Ferraz (Cianca), no bairro Dirceu. O fato
ocorreu no domingo, dia 10 de março.

Valdeci
conta que a esposa, grávida de 39 semanas (nove meses) chegou à
maternidade por volta das 7h30 com muitas dores, afirmando que a bolsa
já havia estourado. Segundo Valdeci, o atendimento de urgência
diagnosticou que a bolsa não havia estourado e o líquido seria urina.
Em
entrevista, a Noêmia disse que seis dias antes havia feito o exame de
ultrassonografia que apontou que o cordão umbilical estava ao redor do
pescoço do feto e o parto só poderia acontecer através da cirurgia
cesariana.

“Eles
mandaram eu fazer vários exercícios e até tomar remédio para estimular
um parto normal. E assim foi durante o domingo todo, só duas horas da
tarde, que eu já estava com muitas dores eles fizeram outro exame e
viram que o bebê estava ruinzinho”, afirmou Noêmia Sousa.
Segundo
ela, o parto só aconteceu às 16 horas, nove horas após ter chegado ao
hospital. Valdeci, pai da criança, afirma que as médicas retiraram o
bebê com vida e o levaram para um balão de oxigênio, pois ele não havia
chorado.

“Elas
falaram que ele não chorou, mas estava vivo. Estavam tentando
reanima-lo e pouco tempo depois voltaram, dizendo que ele tinha
morrido”, contou o pai da criança, Valdeci Pereira.
A família denuncia que as médicas não justificaram a causa da morte do bebê e teriam dito apenas que foi “uma fatalidade”.

De
acordo com o atestado de óbito, expedido pelo hospital a criança já
nasceu morta. O bebê seria o primeiro filho do casal que agora pede que
seja feita Justiça pela morte dele.
“Nós
queremos Justiça e esperamos que elas percam o registro de médico. A
pessoa diz que passa seis anos estudando para fazer isso e não tem a
menor condição de fazer um parto”, destacou.
A
família também apresentou a denúncia no Conselho Regional de Medicina
(CRM).Procurada pela equipe da TV Cidade Verde, a diretora do
hospital,enfermeira Maria de Jesus Mousinho, preferiu não gravar
entrevista, mas afirmou que todas as mortes são investigadas por uma
comissão perinatal formada por médicos neonatologistas e obstetras. A
investigação é aberta pela Fundação Municipal de Saúde e faz parte de
uma política do Ministério da Saúde.
Ainda de acordo com a diretora, a família já recebeu uma cópia do prontuário, e as médicas continuam trabalhando normalmente.
Fonte: cidadeverde.com
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