quarta-feira, 6 de março de 2013

Justiça funciona no subsolo, em salas sujas e insalubres

                
processos empilhados em locai sem estrutura nas varas cíveis



Os juízes e servidores da 7ª e da 8ª Vara Cível de Teresina, que funcionam no subsolo do Fórum Central, no centro, trabalham em ambientes sujos, insalubres e deteriorados, com processos empilhados no chão, banheiros quebrados e paredes com infiltração de água. São salas de audiência sem circulação de ar e estabiliza-dores em cima de bancos para evitar que queimem quando chove e as salas são invadidas pela água. Nem gabinetes para despachar os juízes possuem.
Em condições críticas de salubridade, todos os dias algum funcionário falta por estar acometido de alguma doença respiratória, informa o juiz Sebastião Firmino Lima Filho, da 7ª Vara Cível. "Com frequên-cia temos funcionários doentes aqui, alguns chegam a utilizar máscaras. As salas são pequenas e com as janelas fechadas piora a situação. E quando chove, a sala fica alagada. Tive que comprar uns banquinhos para colocar os estabilizadores em cima para não queimar", declara o magistrado, em matéria postada ontem à tarde no Portal AZ.
A servidora Maria do Socorro Carvalho alerta para a falta de banheiro no subsolo. "Sempre que alguém precisa utilizar o banheiro, tem que subir para o térreo. E os banheiros ainda estão quebrados", explica. Além de realizar as audiências em uma sala quente e apertada, o juiz Sebastião Filho não possui sequer um gabinete para trabalhar. Ele despacha em mesa pequena tomada por processos. "Nossa esperança é que de fato as varas sejam transferidas para o novo prédio", diz Sebastião Filho, em referência ao prédio do Forum Central, que está sendo construído ao lado da sede do Tribunal de Justiça do Estado.
As instalações elétricas do prédio também não estão em bom estado. Desde setembro de 2012, que o expediente passou a ser em dois horários, porque a rede elétrica do Fórum não suportava as oito varas funcionando ao mesmo tempo. Segundo a juíza da 7ª Vara Cível, Lucicleide Pereira Belo, o corregedor geral do Tribunal de Justiça, desem-bargador Francisco Antonio Paes Landim Filho, inspecionou todas as varas cíveis anteontem. "Ele analisou as instalações e disse apenas que em breve as varas cíveis irão para o novo prédio e que a situação irá mudar", declarou.

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