Pressionado a deixar o comando da comissão de Direitos Humanos da
Câmara, o deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP) negou nesta
quarta-feira (27) que esteja em meio a uma crise.
Político reafirmou que não irá deixar a presidência da comissão.
Reafirmando que não pretende deixar o posto, ele chamou de "estúpida"
a pergunta de um jornalista sobre se o momento era adequado para manter
a agenda da comissão. "Essa é uma pergunta estúpida. E lá existe tempo
para fazer pedido de clemência?", questionou. Ele ficou irritado e
acusou a imprensa de "ultrapassar seu limite". "Estou aqui por um
assunto sério e vocês estão de brincadeira", completou.
Eleito neste mês para o comando da comissão, ele tem sido criticado por opiniões consideradas homofóbicas e racistas. O deputado nega e diz que defende posições comuns a evangélicos, como ser contra a união homossexual.
Segundo o deputado, a imprensa é quem cria a sensação de crise. "O
que está em crise são vocês, falando besteiras e coisas que não
existem".
Feliciano não vai deixar cargo
Um dia depois de ser bancado no cargo por seu partido, ele disse que
não vai deixar a comissão nem diante de um apelo dos líderes da Casa.
Ontem, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN),
convocou Feliciano para uma reunião com os demais líderes para encontrar
uma solução.
"Não renuncio de jeito nenhum. O que os líderes podem fazer com a
minha vida? Eu fui eleito pelo voto popular e pelo voto do colegiado",
disse.
O discurso foi reforçado pelo líder do PSC, André Moura (SE). "Gostaria que os líderes respeitassem a vontade da minha bancada".
Feliciano, que na tarde desta quarta-feira (27) vai presidir pela terceira vez uma reunião da Comissão de Direitos Humanos,
disse que está pronto para enfrentar novos protestos. "Estou preparado
para tudo. Nasci preparado", disse. O deputado, no entanto, afirmou
esperar que "dê tudo certo". Nas duas primeiras vezes, as sessões foram
marcadas por bate-bocas e uma delas foi suspensa logo após o início.
Fonte: Folhapress

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