Travestis relatam cotidiano marcado por violência.
A prostituição que ocorre durante a madrugada no centro da capital já é velha conhecida dos teresinenses. Travestis e prostitutas disputam espaço nas calçadas, um meio de violência e uso de drogas. Na área do 1º Batalhão da Polícia Militar, existe até um chamado "Paredão do Sexo", calçada onde muitas "profissionais do sexo" ficam, a espera de clientes.
Algumas travestis relataram à reportagem um pouco do seu
cotidiano, marcado por violência. Uma delas, que atende pelo nome de
Bárbara, com 15 anos de trabalho, conta que já foi agredida por clientes
que se recusaram a pagar. "Uma vez, depois do programa, ele disse que
não iria me pagar. Me bateu e me jogou para fora do carro, na rua. Eu me
levantei e fui caminhando até a esquina. A gente não pode fazer nada,
né", relata Bárbara.
Quase todas são usuários de drogas, e algumas delas são
portadoras do vírus HIV. "Tem lugar para todos, né, o negócio é se
prevenir", disse Bárbara. As travestis ainda tem de conviver com
prostitutas e cafetões, que os querem bem longe de seus pontos. Uma das
travestis, que não quis se identificar, contou que vai "trabalhar"
armado com uma faca, para se defender. "Trago a faca para cortar
cenoura, pepino...", brinca.
"É por isso que eu digo, tem que ser muito homem para fazer
isso", brinca Bárbara. O programa custa em média R$ 80. Se o travesti
gostar de você, o preço pode cair para R$ 40. Eles relatam que homens
casados são os que mais procuram seus serviços. Vale lembrar que não é
crime a prostituição, crime é tirar algum lucro da prostituição alheia.
FONTE: Meionorte

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