quinta-feira, 21 de março de 2013

Bom Jesus: agronegócio atrai até investidores internacionais

                                     

Natural do sul do país, o agricultor Ivo Pieta viu no Piauí uma oportunidade de expandir a produção da soja e aumentar a qualidade de vida da sua família, por meio do agronegó-cio. Com 5.700 hectares de terra plantada na Fazenda União, o agricultor veio para o estado ainda no ano 2000, quando passou a plantar soja, milho e arroz. De lá para cá, foram muitos anos de boa colheita, assim como de fortes estiagens, que vem diminuindo os lucros dos produtores.
 "Na época, soubemos que o Piauí estava com terra boa e barata e que, com o tempo, iam valorizar ainda mais. Era o que eu esperava. Apesar dos anos de seca, a produção tem atendido as nossas expectativas de produção. Foram quatro anos de estiagem, mas ainda assim o saldo é bom. Este, ano a coisa não tá muito boa, esperávamos uns 50 a 55 sacos (por hectare), mas vai dar só 30", relata Pieta. Ele comenta que outro incentivo são os resultados das pesquisas desenvolvidas pelos alunos e professores da Universidade Federal do Piauí (UFPI) na região. "Isso faz com que não cometamos os mesmos erros e ajudam a aumentar a produção", defende.
Leonardo Velasquez, representante da Syngenta, diz que a empresa tem apostado em parcerias com pesquisadores locais e incentivado a realização de projetos na busca pela sustentabilidade. 
A multinacional se instalou em Bom Jesus no ano 2000, recrutando profissionais capacitados no campus da UFPI instalado no município. "O Piauí é o novo celeiro do Brasil, não tem como não vir para cá", argumenta.
 Além da produção de grãos e sementes, vários comerciantes apostam na venda de maquinário agrícola e insumos para incrementar a produção dos agricultores. Esse é o caso de Fabíola Franco Torres, sócia da empresa Agroser, que é voltada para comercialização de peças para tratores e máquinas agrícolas. A empresa foi fundada em 2004, quando um dos proprietários veio do estado do Mato Grosso, atraído pela expansão do agrone-gócio no Piauí. "Valeu a pena ter investido na montagem da empresa. É uma região promissora, que a gente acredita bastante, a cada ano crescendo e sempre na expectativa de melhorar ainda mais", afirma.
Segundo Neudi Antônio Bacca, sócio de uma empresa imobiliária, a valorização das terras no município de Bom Jesus é um processo contínuo, em especial dos hectares voltados para a produção de grãos e sementes. O empresário é oriundo do Mato Grosso do Sul e há oito anos se instalou no Piauí. "Acreditamos nesse lugar, por isso estamos aqui". O preço das terras subiu e a cada ano valoriza mais, mas os tramites para regularização das terras estão mais facilitados. O sul é a última fronteira agrícola do estado, com áreas de qualidade para a agricultura. A bola da vez é a agricultura. Temos escolas e universidades de qualidade", explica. 
Fonte: Diario do Povo do Piaui

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