
Natural
do sul do país, o agricultor Ivo Pieta viu no Piauí uma oportunidade de
expandir a produção da soja e aumentar a qualidade de vida da sua
família, por meio do agronegó-cio. Com 5.700 hectares de terra plantada
na Fazenda União, o agricultor veio para o estado ainda no ano 2000,
quando passou a plantar soja, milho e arroz. De lá para cá, foram muitos
anos de boa colheita, assim como de fortes estiagens, que vem
diminuindo os lucros dos produtores.
"Na época,
soubemos que o Piauí estava com terra boa e barata e que, com o tempo,
iam valorizar ainda mais. Era o que eu esperava. Apesar dos anos de
seca, a produção tem atendido as nossas expectativas de produção. Foram
quatro anos de estiagem, mas ainda assim o saldo é bom. Este, ano a
coisa não tá muito boa, esperávamos uns 50 a 55 sacos (por hectare), mas
vai dar só 30", relata Pieta. Ele comenta que outro incentivo são os
resultados das pesquisas desenvolvidas pelos alunos e professores da
Universidade Federal do Piauí (UFPI) na região. "Isso faz com que não
cometamos os mesmos erros e ajudam a aumentar a produção", defende.
Leonardo
Velasquez, representante da Syngenta, diz que a empresa tem apostado em
parcerias com pesquisadores locais e incentivado a realização de
projetos na busca pela sustentabilidade.
A multinacional se
instalou em Bom Jesus no ano 2000, recrutando profissionais capacitados
no campus da UFPI instalado no município. "O Piauí é o novo celeiro do
Brasil, não tem como não vir para cá", argumenta.
Além da
produção de grãos e sementes, vários comerciantes apostam na venda de
maquinário agrícola e insumos para incrementar a produção dos
agricultores. Esse é o caso de Fabíola Franco Torres, sócia da empresa
Agroser, que é voltada para comercialização de peças para tratores e
máquinas agrícolas. A empresa foi fundada em 2004, quando um dos
proprietários veio do estado do Mato Grosso, atraído pela expansão do
agrone-gócio no Piauí. "Valeu a pena ter investido na montagem da
empresa. É uma região promissora, que a gente acredita bastante, a cada
ano crescendo e sempre na expectativa de melhorar ainda mais", afirma.
Segundo
Neudi Antônio Bacca, sócio de uma empresa imobiliária, a valorização
das terras no município de Bom Jesus é um processo contínuo, em especial
dos hectares voltados para a produção de grãos e sementes. O empresário
é oriundo do Mato Grosso do Sul e há oito anos se instalou no Piauí.
"Acreditamos nesse lugar, por isso estamos aqui". O preço das terras
subiu e a cada ano valoriza mais, mas os tramites para regularização das
terras estão mais facilitados. O sul é a última fronteira agrícola do
estado, com áreas de qualidade para a agricultura. A bola da vez é a
agricultura. Temos escolas e universidades de qualidade", explica.
Fonte: Diario do Povo do Piaui
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