A Assessoria Jurídica da Associação
Beneficente de Cabos e Soldados (Abecs) recebeu a informação de que um
paulista, ligado ao PCC, está envolvido no caso da morte do soldado
Guido Martins Araújo e que o policial foi morto por ter impedido um
assalto ao mercado dias antes. A Abecs irá se habilitar como assistente
de acusação do Ministério Público.
O
militar foi assassinado no último sábado(23), após sair do mercadinho
onde trabalhava como segurança, no Vale quem Tem, zona Leste de
Teresina. De acordo com o delegado Francisco Baretta da delegacia de
Homicídios, três suspeitos foram identificados. Eles já respondem a
processos criminais e a polícia está em diligência continuada para
garantir o flagrante.“A qualquer momento podem ser presos”, destacou o
delegado.
O
advogado Marcos Vinicius Brito Araújo, da assessoria jurídica da Abecs,
explicou que o objetivo de dar apoio ao Ministério Público é garantir
um inquérito bem feito para que os autores do crime não sejam liberados.
"Vamos buscar provas para uma sentença justa e em tempo hábil. O
culpado só é solto quando o inquérito não é bem feito", disse o
advogado.
Relação com o PCC
Marcus
Vinícius disse que recebeu informações de que um dos três suspeitos
investigados é paulista. "Não podemos afirmar que ele é do PCC, mas essa
associação tem ramificações no Piauí e o objetivo dela é executar
policiais", destacou.
O
presidente da Abecs, Agnaldo José de Oliveira, ressaltou que antes do
crime o policial impediu um assalto no mesmo mercadinho. "O próprio
secretário de Segurança [Robert Rios] confirmou isso. Acreditamos que
esses assaltantes que foram impedidos podem ter relação com o PCC, o que
fez com que eles voltassem para executar o soldado".
A Delegacia de Homicídios nega a existência de informações que comprovem a relação.
Guido
foi assassinato com seis tiros, cinco nas costas e um na cabeça. Os
autores dos disparos levaram a pistola .40 do policial.
Fonte: cidadeverde
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