sábado, 2 de fevereiro de 2013

Homenagem: Há 40 anos morria o Cantor Evaldo Braga Dia 1º de Fevereiro de 1973


 


No dia 1 de fevereiro de 1973 morriam o cantor Evaldo Braga e seu motorista Ariel Morel Lins Medeiro, na localidade de Alberto Torres, município de Três Rios, na divisa de Minas Gerais com o Estado do Rio, quando o TL em que viajavam, procedente de Belo Horizonte e com destino à Guanabara, chocou-se com uma carreta “Scânia Vabis”, placa HA 0553, de Barbacena. O acidente ocorreu às 7h30min. Evaldo e Ariel ainda foram levados com vida para o Hospital Nossa Senhora da Conceição, de Três Rios, onde morreram. O empresário do artista – Paulo César -, e o motorista da carreta – Juraci Alves de Paula – encontram-se internados no mesmo hospital em estado grave.

Evaldo estivera em Belo Horizonte acertando detalhes para uma temporada na capital mineira e, completados os contatos, rumara para o Rio, quando a fatalidade o vitimou.
Velocidade
Segundo o perito Luís Hioti, da Delegacia de Três Rios, Evaldo Braga dirigia o TL de sua propriedade, placa GB RJ 5823 e desenvolvia grande velocidade. Numa das curvas da estrada foi de encontro à carreta, cujo motorista não teve culpa, uma vez que Evaldo trafegava na contra-mão.
Após o acidente, o cantor só viveu quarenta minutos, vários deles entre as ferragens do veículo sinistrado. Levado para o hospital, não resistiu à gravidade dos ferimentos recebidos e morreu, o mesmo ocorreu com o seu motorista. O chofer da carreta e o empresário Paulo César estão internados.
Quem era
Evaldo Braga nasceu no dia 28 de setembro de 1947, na cidade de Campos, no Estado do Rio, – “Infelizmente não tive a sorte de conhecer os meus pais, mas sei o nome de ambos: Evaldo e Benedita Braga. Eles não podiam me sustentar e me abandonaram”.
Uma senhora de nome Maria o apanhou no meio da rua do bairro do Caju e o levou para o Juiz de Menores. Como não houvesse vaga no Instituto local, foi transferido para o Rio e internado no Instituto Edson, dirigido pela Sra. Noêmia, do Serviço do Bem-Estar do Menor – “Fui criado no S.A.M. durante 20 anos. Quando saí para a vida, só tinha um sonho: cantar no rádio. Gravar discos”.
Evaldo conheceu muitas dificuldades para sobreviver. Foi engraxate dos artista da Rádio Mayrink Veiga e tornou-se um colecionador de promessas. Muitos prometiam ajudá-lo com uma chance ao microfone, mas, tudo não passava de conversa.
Foi o cantor Osmar Navarro – que também produzia discos na “Polydor” – quem lhe deu a chance de gravar e, posteriormente, o “disc-jockey” Roberto Muniz, já falecido, o ajudava bastante, apresentando-o em “shows” que realizava.
“Esses dois acreditaram em mim, e, em realidade, me ajudaram muito”.
Primeira gravação: “Dois Bobos”, de Osmar Navarro, e “Não Importa”, de Evaldo Braga e Carmem Lúcia.
Sucesso
Seguiram-se outras gravações e contratos com outras fábricas, como a RCA e a Philips, onde se encontrava preso agora por contrato e faturava um sucesso em todo o Brasil, chamado “Sorria, Sorria”.
Era o sonho realizado: ser um cantor de sucesso.
Sepultamento
O corpo do cantor chegou, ontem, à Guanabara, por volta da 17h30min, e encontra-se na capela número 2 do Cemitério de São João Batista, devendo o féretro ser realizado hoje, às 16 horas.
Procura
Evaldo Braga, em pleno sucesso, estava à procura de sua mãe, que não conhecia.
Costumava dizer:
- “Daria a minha vida para conhecê-la”.

Morreu sem saber dela

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Cerca de duas mil pessoas, a maioria gente humilde, raros artista famosos, muitas mulheres e mocinhas acenando lenços brancos e cantando “Valsa do Adeus” foram ao Cemitério São João Batista, ontem, pela manhã, levar suas despedidas ao cantor Evaldo Braga, morto tragicamente, na última quarta-feira, num desastre de automóvel em Três Rios, Estado do Rio, acidente no qual faleceram, também, Ariel Morel Lina Medeiros, seu motorista, e, ontem, à tarde, o empresário Paulo César, após choque com uma carreta.

Um choque da Polícia Militar, que esteve presente ao velório, do cantor, na capela 2 do Cemitério São João Batista, e que acompanhou o esquife de Evaldo até a quadra 13, sepultura 28, onde ele foi enterrado, atuou várias vezes para impedir que fãs e amigos íntimos do “Ídolo Negro”, como ele era conhecido, depredassem túmulos e jazigos, pois os desmaios, gritos histéricos e correrias se sucediam, provocando tumultos.

Velório
Todo o enterro de Evaldo Braga e de seu motorista foi custeado pela gravadora “Phonogram”, onde ele gravava para o selo “Polydor”. O velório começou na tarde de quarta-feira, com a visita de grande número de pessoas, inclusive cantores e cantoras, como Adilson Ramos, Maria de Fátima, músicos, divulgadores, funcionários de rádio e de televisão.
Apenas alguns parentes: o irmão Antônio (Pelé) Braga e o primo Ricardo Moisés Braga. A mãe adotiva, D. Eunice Vieira, não compareceu porque está muito velhinha e não tinha condições psicológicas para ir ao local.
Grande mesmo, além do número de fãs, foi o de coroas, contando-se mais de 20, com alguns nomes famosos, entre os quais o da cantora Eliana Pittman, da cunhada Ivete e sobrinhos, do Sistema Globo de Rádio, Rádio Tupi, Tvs e rádios, da Escola de Samba da Portela, Álvaro da Camélia, Adriana e Lilico, Chacrinha, diretores e autores da Sican, da “Polydor”, da “Phonogram”, entre outras. Diretores da gravadora, especialmente dos setores de produção e divulgação, compareceram.
Multidão e emoção
Por volta das 10 horas, o esquife de Evaldo Braga foi levado para o cemitério, em meio a grande emoção, em especial o seu irmão Antônio Braga, que não arredou pé um instante do velório. A multidão, a maioria de mulheres e mocinhas, muitas delas simples curiosas, pois comparecem a todo enterro de nomes famosos para “ver o movimento”, acompanharam Evaldo Braga até sua sepultura.
Nessa ocasião a PM foi obrigada a intervir várias vezes, pois os desmaios se sucediam, correrias ameaçavam sepulturas, o tumulto era grande. Lenços brancos acenavam e um coro improvisado pela multidão cantou a”Valsa do Adeus”, depois o bolero “Sorria”, um dos sucessos de Evaldo. Mas ninguém foi preso durante as intervenções da polícia e ninguém apanhou.
Mesmo depois do sepultamento, grande número de pessoas permaneceu no local, apesar do sol quente e das dificuldades de movimentação.

Pobre, preto e enjeitado
EVALDO BRAGA, CRIADO NO SAM, ATINGIU A GLÓRIA AOS 25 ANOS
“Os três últimos anos foram muito bons, mas este será o melhor de todos”, dizia o cantor poucos dias antes de sua morte – Não chegou a conhecer pai e mãe – Carreira de sucessos interrompida por um desastre na volta de Minas – Últimos discos alcançaram êxito e gravadoras disputavam o “Ídolo Negro” – Empresário foi sepultado ontem – Milhares de fãs lamentam morte do artista (P. 8)
MATÉRIA
Evaldo Braga, criado no SAM, atingiu a glória aos 25 anos

“Os últimos três anos tinham sido muito bons”, repetia Evaldo Braga, “mas este será realmente o mais importante da minha carreira, porque a glória está chegando. Devagar, mas está chegando”.


O desabafo do cantor-compositor Evaldo Braga era dirigido, especialmente, àqueles que teimavam em não reconhecer o seu mérito, como autêntico campeão de venda de discos, que levou a “Philips” da Alemanha, a lhe conferir uma medalha de ouro, pelo sucesso que seus discos estavam alcançando no Brasil, através do selo “Polydor”, com um total de mais de 500 mil discos vendidos, em apenas três anos de aparição na música popular, entre elepês e compactos.
Ele não desconfiava, quando pretendia levantar mais alto o seu vôo em direção ao estrelato do disco, que a morte o espreitava aos 25 anos de idade, pouco tempo depois que os longos anos de miséria e de fome tinham acabado de passar, desde a infância, quando foi abandonado pelos pais.
Para o Povo
Evaldo Braga, segundo aqueles que o conheciam, não se impressionava com as críticas a seu repertório e à sua voz. Sua preocupação era agradar o povo e vender seus discos. ¿s críticas ele respondia:
- Não gravo para a elite. Gravo para o povo, que entende minhas letras e a minha mensagem. O povo sabe o que quer e ele é que compra disco. A elite não compra disco nacional, com raríssimas exceções. A elite importa discos, desprezando os valores nacionais. Gravo para os que moram na Zona Norte, na Leopoldina, para o interior do Brasil, para uma gente que me elegeu ídolo (Ídolo Negro, era assim que ele gostava de ser chamado) e entende perfeitamente o que eu canto.
- O que me surpreende nas críticas, felizmente de alguns, é que os meus críticos não percebem que eu vendo discos em grande quantidade. Talvez não venda na Zona Sul, onde se concentra a elite, mas na Zona Norte eu sou mais eu. Vendo bem, agrado, e tanto é assim que ganhei medalha de ouro dos alemães e vou excursionar muito em breve pela América do Sul, talvez o México. Isso não acontece com quem não tem mérito.
Segredo
Evaldo sintetiza dessa maneira o que pensava sobre a sua carreira e confidenciava o segredo do seu êxito como cantor rigorosamente popular, frisando:
- O que mais projeta um cantor ainda é o rádio, apesar de toda a força da televisão. Mas a TV gasta muito a imagem da gente. Quem não tem boa imagem não dura na televisão. O rádio, não. … a voz e a mensagem. Por isso só canto no rádio. … lá que o povo escuta e compra os discos no dia seguinte.
- A televisão é boa para se aparecer de vez em quando, sobretudo quando o sucesso já está assegurado, através de alguma música, no rádio. Quem fugir a esse esquema está perdido. A não ser que tenha muito apoio publicitário e padrinhos. Como não tive nenhum, comecei assim, através do Osmar Navarro, que arranjou para mim a primeira chance de aparecer. Gravei uma música sua e minha, “Dois Bobos”, e com ela fui a 12º lugar nas paradas.
- Depois as coisas começaram a aparecer, para mim e minha parceira Carmem Lúcia, filha de um grande amigo. Mas o primeiro grande sucesso foi mesmo uma música de Lindomar Castilho, “Ébrio de Amor”, que Roberto Muniz arranjou para que eu gravasse. Isso aconteceu nos tempos magros em que era obrigado a dormir nos estúdios da Rádio Metropolitana. Essa música me levou ao primeiro lugar e com ela o Roberto Muniz pôde me colocar em “shows” e a me promover. Sou muito grato a essa gente.
Infância
Evaldo Braga não sabia quem eram seus pais. Sabia, apenas, que seu pai tinha o mesmo nome que o seu e sua mãe se chamava Benedita Braga. Moravam em Campos, no Estado do Rio.
- Não conheci nenhum nem outro. Eu e meu irmão Antônio fomos abandonados pelos “velhos” por alguma razão que desconheço, e até hoje não sei quem são eles. Gostaria de conhecer minha mãe e até lancei uma promoção nesse sentido, buscando descobrí-la. Foi um Deus nos acuda: apareceu mãe de todo lado. Muitas pareciam com ela, mas nenhuma me convenceu, exceto, talvez, uma que apareceu em Foz do Iguaçu, durante um “show”.
- Seja como for não houve infância para mim e meu irmão. Soltos nas ruas de Campos, terminamos seguindo uma vida de muitas dificuldades, de menor abandonado, que não é fácil.
Apareceu então uma senhora, D. Denise Vieira, que decidiu nos ajudar. Foi ela que nos levou para o SAM e lá começou o aprendizado da vida. No antigo SAM, era uma selva. Tinha que saber se defender. Escolhi a posição de cozinheiro, porque era lá que estava o segredo de tudo.
- Os mais fortes dominavam o ambiente, mas sempre respeitavam o cozinheiro. Graças a isso pude conquistar a amizade de muita gente boa e o SAM ensinou os truques da vida. Sem perder a personalidade, conservando o caráter, sem me entregar aos vícios e me defendendo de golpes baixos com um sorriso ou uma palavra de fraternidade, ganhei o diploma da vida que o SAM oferecia.
De tudo
Evaldo contava que “o SAM foi a grande escola” onde tinha aprendido tudo para depois se lançar na vida fora daquela discutida instituição, assim que alcançou a maioridade.
- A posição de cozinheiro era boa, mas não dava para continuar. O elemento, assim que ganhava a maioridade, tinha que sair de qualquer maneira. Mas lá mesmo no SAM fazia minhas músicas e cantava. Nasceu naquela época a idéia de procurar o rádio e tentar a vida como cantor. Era o que mais gostava: cantar.
- Fui trabalhar numa farmácia, depois na General Eletric e na Varig. Vendo que não dava para trabalhar em escritório, fui engraxar sapatos na antiga Rádio Mayrink Veiga. Fiz amizade com funcionários, com gente famosa, mas nada disso adiantou. Não havia chance. Estava tudo fechado e os que prometiam uma chance, como Isaac Zaltman, não cumpriam. Apenas repetiam: “Qualquer dia desses você canta”. Se não fosse pelo Osmar Navarro e o Roberto Muniz, jamais teria entrado para o rádio e para o disco.
- Muita gente vê alguém chegar lá no alto, mas não sabe como foi difícil. … o caso: fui um lutador. Desde pequeno sempre fui um lutador. Os que não reconhecem o valor que tenho não sabem o quanto custou para chegar ao disco e a uma grande gravadora como a “Phonogram”. Parece tudo muito fácil, à primeira vista, mas não foi tanto assim. Pelo contrário: foi preciso engolir muito sapo.
- As minhas músicas estão inspiradas, quase todas, nesse tempo de luta e de sofrimento. Elas espelham exatamente o que passei, que é, na verdade, o que muitos passam. Isso explica porque meus discos vendem. O repertório vem de longe: “Tudo Fizeram para me Derrotar”, “Já Entendi”, “A Vida Passando por Mim”, “Alguém que é de Alguém”, Sorria, Sorria” (o maior sucesso de Evaldo), “Esse Alguém”, “Mentira”, “Você não Presta pra Mim”, “Noite Cheia de Estrelas”, “Esconda o Pranto num Sorriso”, Não Vou Chorar” e “Te Amo Demais”, uma versão.
- Essas músicas estão no segundo elepê gravado para a “Polydor”. Foi um disco que vendeu muito, vendeu 50 mil. O primeiro vendeu 40 mil. Ainda estão vendendo. Os três compactos também, destacando-se o segundo deles, com a música “Só Quero”, que vendeu cem mil cópias. Um compacto duplo reuniu os principais sucessos.
Evaldo Braga, “Ídolo Negro”, certamente não esperava tamanha repercussão na última quarta-feira, quando se confirmou a notícia de que o acidente com o seu carro em Três Rios tinha sido fatal. Ele sabia que era muito querido, especialmente entre o público jovem e certamente não deve ter se surpreendido com a repercussão do fato. Só os que não acreditavam no seu êxito talvez tenham se surpreendido. Foi preciso ele morrer. De todas as partes os seus fãs apareceram: dezenas, centenas, milhares. Tudo gente humilde. Como ele.
Empresário sepultado

Foi sepultado ontem no cemitério doa Irajá, o empresário Paulo César Santoro, que morreu, juntamente com o cantor Evaldo Braga, em desastre de automóvel ocorrido em Três Rios.


Coluna “Chacrinha todo dia” – O Dia – 07 de fevereiro de 1973 – p.8
Legenda

Evaldo Braga no adeus: última vez que cantou na TV foi na “Discoteca do Chacrinha”, aí como vêem

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Legenda da capa
Uma multidão, entre a qual nomes famosos do Rádio e da Televisão, compareceu, ontem, à missa de sétimo dia por alma do cantor Evaldo Braga, falecido há uma semana, em acidente na estrada próximo de Paraíba do Sul. Emocionados, os assistentes do ofício religioso ouviram o sermão do sacerdote, lembrando passagens da vida sacrificada do artista e, à saída, cantaram todos a música “Sorria”, seu maior sucesso (PÁGINA 5)
Pagina 5
Legenda da foto: Pe. José Avelino pediu ao povo alegria, durante o sermão
Povo rezou por Evaldo Braga
Multidão lembrou o artista
cantando “Sorria” na igreja
Multidão de fãs, calculada em mais de três mil pessoas, acorreu à Igreja de São Gonçalo e São Jorge, na Rua da Alfândega, na manhã de ontem, para assistir à missa do cantor Evaldo Braga. Muita gente teve que ficar do lado de fora do templo, que estava superlotado, tornando-se, por isso, difícil o movimento de pedestres na esquina daquela artéria do centro com a Praça da República.
O ofício religioso, encomendado pela Philips onde Evaldo gravava, foi celebrado pelo reverendo José Avelino Quadra, que pediu no sermão, inspirado na alegria do artista:
- “Que hoje não seja um dia de tristeza!”
Atendendo ao seu apelo, ao término da missa os presentes cantavam a música “Sorria”, cantada em coro, em homenagem ao falecido artista.
Presentes
Orlando Dias, Francklin Land, Adriana, o paulista João Geraldo Criti, Marcos Pitter, Oldair José, Zuzuca do Salguiro, Jaci Inspiração e César Saraiva (que compunha as músicas de Evaldo) formavam o grupo de artistas presentes, enquanto a gravadora esteve representada por Jairo Pires, que foi produtor de Evaldo Braga.
O reverendo José Avelino Quadra foi acolitado pelo padre Eurico Cavalcante, superintendente de ensino da Funabem ao tempo em que o cantor pertencia à instituição, que também mandou à missão de 40 alunos.
“Sorria”
Ao pronunciar o sermão, o padre José Avelino, que a todos impressionou pelas suas qualidades de comunicador, disse que o momento era para lembrar o jovem que cantava alegre, pedindo que fosse esquecido o acidente na vida de Evaldo Braga, que deveria ser lembrado apenas como padrão de estímulo para a mocidade, em cujas mãos está o futuro do País.
Afirmou que aquela é a igreja dos artistas e dos jovens, confessando-se sabedor de que, em outras igrejas estavam sendo celebradas missas pelo cantor e explicando que São Jorge era um santo jovem, que também derramara seu sangue pelos jovens.
Concluindo, acentuou que Evaldo Braga retornava cheio de alegria para um compromisso, mas que a máquina da vida é assim mesmo, colhendo-nos de surpresa. Todavia, não se deve colocar Deus nesse mio, por Deus Pai vai dar a Evaldo Braga a recompensa por haver cumprido seus compromissos como cantor, que alegrava a mocidade, dizendo: “Sorria, Sorria!”
Rosas e posters
A Gravadora Philips, que encomendou a missa de sétimo dia por alma do cantor, ornamentou a Igreja com jarros de rosas brancas, que foram levadas pelas fãs, as quais acenavam enquanto cantavam “Sorria” ao final da missa.
O ofício, iniciado às 10:30, foi acompanhado pelo coro da igreja, e, após a distribuição da comunhão, todos queriam fotografias do cantor tendo a relações públicas da Philips, Maggy Tocantins, distribuído às fãs alguns posters que levara para distribuir pela imprensa.

Houve tumulto, porque o número de fotografias não era suficiente para atender a todos.


OUÇA AS MUSICAS DE EVALDO BRAGA  http://www.kboing.com.br/evaldo-braga/

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