
EX-vereador Emídio Reis
Os
policiais lotados no Grupo de Repressão ao Crime Organizado - Greco,
que estão trabalho nas investigações em torno da morte do ex-vereador
Emídio Reis da Costa, 51 anos, não tem dúvidas de que a vítima foi
torturada antes de morrer e não descartam a possibilidade do ex-vereador
ter sido enterrado vivo. Diante desses fatos, eles trabalham agora para
identificar o motivo do crime.
Segundo um policial, cujo nome pediu
para não ser revelado, a polícia trabalha com a hipótese de que algum
envolvido no crime mora na região de Picos, até porque a vítima foi
capturada naquela cidade em seu carro, levado para a zona rural de Pio
IX, onde foi morto e depois pelo menos uma pessoa retornou com o carro
para abandonar no bairro Alto do Paraíso, naquela cidade.
Com relação
a tortura, o policial afirmou que os peritos do Instituto de Medicina
Legal - IML, constataram duas perfurações de bala. Uma na panturrilha de
uma das pernas, o que prova que antes houve uma conversa com os seus
algozes querendo a revelação de algo e um tiro na nuca que, na verdade,
foi a execução.
ENTERRADO VIVO - Ao falar ontem sobre o fato, o
secretário Robert Rios, da Segurança, não descartou a possibilidade do
ex-vereador Emídio Reis ter sido enterrado vivo. Ele foi encontrado em
uma cova rasa e com uma das mãos para fora.
A pressa dos autores do
crime em abandonar o corpo pode ter sido o motivo para deixá-lo em cova
rasa e, diante disso, ele pode ter sido deixado ainda com vida.
PISTOLAGEM
- Robert Rios falou que nos últimos quatro meses três pessoas ligadas
ao setor político foram mortas pela pistolagem no Estado e, naquela
região, ou seja, nas cidades de Picos, Pio IX e Fronteiras.
MOTIVOS -
Policiais experientes na investigação de crimes de homicídios apontam
duas prováveis motivações para o crime. Agiotagem, até em função da
questão política ou passional, mas asseguram que tudo será esclarecido
durante as investigações, pois uma boa equipe está atuando no caso.
SEPULTAMENTO
- O corpo de Emídio Reis foi examinado no Instituto de Medicina Legal -
IML e liberado para o traslado para a cidade de São Julião, onde uma
verdadeira multidão o esperava para velar.
O sepultamento aconteceu no final da tarde de ontem no cemitério daquela cidade, onde centenas de pessoas clamavam por justiça.
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