sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Por trás da visita um olhar em 2014

Paulo Fontenele portal AZ

A viagem da presidente Dilma Rousseff ao Piauí não deve ser vista apenas por um prisma administrativo. Não obstante ser, para o governo do Piauí, a oportunidade de ampliar os horizontes no campo do investimento do governo federal no estado, para ela, teve uma pitada de tempero político, se se levar em conta que a presidente vai tentar renovar o mandato em 2014 para mais 4 anos de governo.

Por coincidência, a agenda que o Palácio do Planalto preparou para a presidente percorrer o país ao longo de 2013, começando pelo Piauí, se dá, paralelamente à decisão da cúpula do PSDB de pré-definir o senador Aécio Neves como candidato do partido às eleições presidenciais do próximo ano. Não por acaso, o cumprimento da agenda presidencial começa pelo Nordeste, região que lhe tem mais bem-querer.
Os dois primeiros anos de mandato da presidente Dilma foram marcados pelo baixo crescimento da economia, com índices pouco acima de 1%, mesmo com medidas de renúncia fiscal para garantir o emprego e, por via de conseqüência, o consumo, mas não foram suficientes para fazer o país crescer. Em cima disso é que o PSDB está construindo o discurso que espera convencer a nação a trocar de presidente.
Mesmo com o país crescendo abaixo das metas estabelecidas, Dilma Rousseff ainda tem um potencial muito grande. E é através dessa agenda administrativa de percorrer o país que ela está transformando em agenda política bem disfarçada, com o propósito de administrar a aprovação de seu governo e sua aprovação pessoal, e tirar disso todo o proveito possível para manter o modo petista de governar como opção de governo.
O ano de 2013, talvez seja o mais difícil que a presidente Dilma vai enfrentar para continuar tentando fazer o país crescer. Mas no campo político terá muitos desafios e o mais delicado será sem dúvida, administrar a aliança de partidos que dá sustentação a seu governo, já que nesta seara vem recebendo críticas por não fazer articulação política. Voltada agora para melhorar a relação política do governo, Dilma dá início, ainda que tímido, ao processe de fortalecimento de sua candidatura à reeleição.

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