
Mais de 45.000 cearenses tiveram o fornecimento de energia
comprometido em 2012 por conta de incidentes envolvendo pipas na rede
elétrica. O dado foi constatado pelo balanço anual da Companhia
Energética do Ceará divulgado nesta quarta-feira, 23.Ao todo, foram 2.447 ocorrências do tipo que afetaram 455.605 cearenses. De acordo com levantamento da companhia, as ocorrências envolvendo arraias aumentaram 81% entre os anos de 2011 e 2012.Ainda segundo o balanço da Coelce, a região com maior índice de incidentes com pipas é a Grande Fortaleza,
mesmo com o aumento de ocorrências nas demais áreas do Estado. A Região
Norte teve 692 casos, representando um aumento de 647% em relação a
2012. O período com maior frequência do problema é o mês de junho,
coincidindo com as férias escolares.Os serviços de limpeza e manutenção envolvendo pipas, de acordo com a Coelce, chegam a custar R$ 300 mil por ano.Os danos incluem defeitos ao longo dos alimentadores, contribuindo para
a saída de operação dos religadores das subestações e deixando
consumidores com problemas de fornecimento. A companhia ainda alerta que
choques elétricos e curto-circuito são as principais conseqüências do
contato da pipa (e do cerol) com a rede elétrica.
Orientação
Para
uma brincadeira saudável e segura, a principal orientação da Coelce é
que seja realizada em locais abertos e longe da fiação elétrica, além de
ser evitada em dias de chuva. Confira outras dicas:- Se a
arraia enrolar nos fios da rede elétrica, por exemplo, nunca se deve
tentar recuperá-la. Durante o resgate de uma pipa, qualquer objeto
condutor de energia pode ocasionar um acidente fatal.
- O uso do
cerol – mistura cortante feita com cola, vidro e restos de materiais
condutores –, além de ser um risco para motociclistas e pedestres, é um
dos principais causadores dos desligamentos. Isso porque ele causa o
rompimento dos cabos de energia e curto-circuito.
Redação O POVO Online
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