
Barragem de Piaus, que será visitada pela presidente: água desperdiçada
O Piauí tem pelo menos 25 grandes barragens, que acumulam aproximadamente
3 bilhões de metros cúbicos de água, com praticamente zero de
aproveitamento dos recursos hídricos. A maioria está no semiárido,
região do Estado mais castigada pela seca, onde praticamente todos os
municípios estão hoje com decreto de emergência por conta da estiagem
que castiga o Piauí desde o início do ano passado. São milhares de reais
aplicados nas obras, que se perdem hoje por falta de aproveitamento,
contrastando com a imensa necessidade de água da população.
Ironicamente,
as famílias das cidades mais pobres, principalmente na região do
semi-árido, dependem hoje de água de carros-pipas, pagos pelos governos
federal, estadual e municipal, para beber, cozinhar e alimentar os
animais. Cons-truídas justamente para garantir água para as cidades onde
estão situadas e permitir a implantação de projetos de fruticultura e
piscicultura, as barragens formam grandes lagos e servem hoje
basicamente como atrativo turístico e para a prática de esportes
náuticos.
A água que acumula não é utilizada para consumo humano
porque faltam as adutoras para tratar o produto e distribuí-lo para as
cidades e residências. Nas barragens que tiveram as obras de adutoras
iniciadas, os projetos não foram concluídos. Uma delas é a barragem de
Piaus 2, em São Julião (382 quilômetros ao Sul de Teresina), que será
visitada pela presidente Dilma na manhã de hoje. Com capacidade para 106
milhões de metros cúbicos, acumula atualmente apenas 28 milhões de
metros cúbicos de água represada dos rios Piauí e Canindé.
A obra
foi iniciada em 2004 e inaugurada em 2009, pelo então Governo Wellington
Dias (PT). Custou aproximadamente R$ 50 milhões. De acordo com a agenda
da Presidência da República, Dilma sobrevoará a barragem de helicóptero
e visitará a obra do sistema adutor, que está sendo construído pelo
Governo do Estado para garantir água de qualidade para os municípios de
São Julião, Fronteiras, Pio IX, Vila Nova do Piauí e Campo Grande do
Piauí, num total de aproximadamente 25 mil pessoas.
A adutora de
Piaus foi iniciada em 2009, com custo orçado em R$ 34 milhões e deveria
ter sido concluída em 2012. Segundo o Governo do Estado, 94% do sistema
está pronto.
As barragens de Salinas, em São Francisco do Piauí;
Poço do Marruá, em Patos do Piauí; Tinguis, em Brasileira; de
Piracuruca, em Piracuruca; Jenipapo, em São João do Pi-auí; Algodões II,
em Curimatá; e Pedra Redonda, em Conceição do Canindé são as maiores do
Estado, com capacidade para mais de 200 milhões de metros cúbicos de
água .
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