TCE e os órgãos de controle decidiram fechar o cerco aos prefeitos do PI que estão saindo dos cargo
O Tribunal de Contas do Estado promove reunião hoje (22) com o Tribunal
de Contas da União (TCU), Controladoria Geral da União, Ministério
Público Estadual e Ordem dos Advogados do Brasil, seccio-nal Piauí
(OAB-PI) para discutir como serão implementadas as medidas para impedir
saques nas prefeituras nos dois meses anteriores à posse dos prefeitos
eleitos em 7 de outubro passado. A Associação Piauiense de Municípios
(APPM) também vai participar do evento.
A reunião de hoje dá se-quência a encontro realizado na semana passada,
em que os TCE e os órgãos de controle externo decidiram fechar o cerco
aos prefeitos que estão saindo dos cargos para evitar que deixem as
prefeituras sucateadas e com débitos para os sucessores. O TCE já
decidiu que vai realizar auditorias nas prefeituras e bloquear as contas
daquelas que atrasarem salários dos servidores. "A preocupação nossa é
evitar que as prefeituras sejam saqueadas nos últimos dias das atuais
gestões. É uma ação preventiva", explicou o presidente do TCE,
conselheiro Kennedy Barros.
A reunião vai definir também a implementação da Lei Estadual nº
6.253/2012, que prevê a criação de equipes de transição pelos prefeitos
eleitos para acompanhar o funcionamento dos órgãos da administração
municipal antes de tomarem posse. Aprovada pela Assembleia Legislativa
em março e regulamentada em agosto passado, a partir de projeto do
deputado estadual Fábio Novo (PT), a Lei 6.253/2012 estabelece as regras
de criação e implementação das equipes de transição pelos prefeitos
eleitos nos municípios.
A lei faculta ao candidato vencedor a instalação da equipe de transição,
mas, uma vez instalada, o prefeito em vigência tem a obrigação de
repassar todas as informações solicitadas. Ou seja, o funcionamento da
equipe independe da vontade do gestor que está finalizando sua
administração. Trata-se de um instrumento que ajuda a moralizar a
administração pública, porque cria um mecanismo legal que obriga os
gestores a repassarem informações relativas às contas públicas,
programas e projetos do governo - municipal ou estadual - ao futuro
governante.
"A democracia brasileira ainda é muito jovem e precisamos legalizar esse
período de três meses entre a eleição e a posse do candidato. Nossa
intenção é que o novo prefeito ou governador receba a máquina pública
com um nível máximo de conhecimento de seus direitos e obrigações",
explica Fabio Novo. Vários prefeitos eleitos em 7 de outubro passado já
anunciaram a instalação de equipes de transição - entre eles, Odival
An-drade (PSB), de Piripiri; Patrícia Leal (PPS), de Altos; e Gil Carlos
(PT), de São João do Piauí; e Gilberto Júnior (PSB), de Floriano.
fonte 180graus
Nenhum comentário:
Postar um comentário