sábado, 22 de setembro de 2012

Em greve, Polícia Federal para 500 investigações eleitorais



Luis Alberto, presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Federal do Piauí: greve para 1.200 processos


Os agentes da Polícia Federal pararam as investigações de 1.200 processos em andamento no Piauí. Destes, 500 são referentes a crimes eleitorais das eleições para prefeito, vice-prefeito e vereador deste ano, segundo afirmou o comando de greve no Estado. A paralisação compromete a segurança das eleições, porque a PF é a polícia judiciária responsável pela atuação nas eleições. O movimento da Polícia Federal ocorre em todo o país.
Por outro lado, o presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Federal no Piauí, Luis Alberto José da Silva, afirmou que vai propor à categoria que suspenda a greve nos dias que antecedem e durante a votação, porque considera que a população não pode ser penalizada "por descaso do Governo", conforme diz. A greve da PF já dura 46 dias, paralisando todos os serviços, mas mantendo os 30% dos servidores trabalhando, como determina a lei. Estes 30% fazem apenas os serviços internos, de segurança e alguma coisa administrativa.
Segundo Luis Alberto, a greve em todo o país reivindica a reestruturação da carreira e a redução do fosso salarial entre as categorias da PF. "Tem a lei nº 9.266/96 que foi aprovada há 16 anos, mas o governo não quer cumprir. Por isso, paramos todas as investigações em andamento e fica apenas o que é prioritário, mas sem atropelos. As investigações eleitorais, por exemplo, estão paradas", comentou o sindicalista. Para Luis Alberto, o prejuízo é inestimável, "mas o governo não está nem aí para isso", de acordo com ele. "Com isso, há uma expansão nos crimes de tráfico de entorpecentes, de corrupção, do crime organizado, dentre outros", emendou.
O contingente da Polícia Federal no Piauí é de cerca de 160 homens entre Teresina e Parnaíba. "Estamos operando os 30% que determina a lei, mas temos dificuldades em manter isso. Para manter, estamos fazendo um rodízio com escala entre os colegas para fazer o serviço administrativo, condução de presos e o que for necessário", assinalou Luis Alberto.
Diariodopovo

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