Polícia do Distrito Federal investiga desvio na aplicação de recursos públicos em programa do governo distrital.
O advogado Renato Bacellar foi preso nesta quinta-feira (2) em Teresina
durante operação deflagrada no Distrito Federal. Ele foi localizado à tarde no
bairro Ilhotas, zona Sul. Renato Bacellar é ex-procurador geral do Município e
foi chefe de gabinete no governo Wall Ferraz.
Fotos: Yala Sena/Cidadeverde.com
Delegado veio do Distrito Federal para
efetuar a prisão
A Operação Firewall foi deflagrada para apurar o suposto desvio de R$ 9
milhões do programa DF Digital, da Secretaria de Ciência e Tecnologia do
Distrito Federal, que visa proporcionar inclusão digital gratuitamente para a
população. Foram expedidos pela Justiça oito mandados de prisão e 17 de
busca.
As investigações da Delegacia de Combate ao Crime Organizado do DF apontam
que uma fundação recebia R$ 34 milhões anuais para gerir o programa distrital,
mas parte desse recurso teria sido desviada para contas fantasmas.
A polícia confirmou ao Cidadeverde.com que a prisão do advogado no Piauí
faz parte da operação, mas ainda não foram dados maiores esclarecimentos.
O delegado Gleyson Mascarenhas veio do Distrito Federal para realizar a
prisão do advogado, que não ofereceu resistência. Renato Bacellar tem 66 anos e
alegou estar em meio a tratamento de saúde. A polícia discute se fará sua
transferência para Brasília ou tomará os depoimentos em Teresina. Ele foi ouvido
na Delegacia Geral e levado para o quartel do comando geral da Polícia Militar
do Piauí.
Entenda o caso
Policiais civis realizam no começo da manhã desta quinta-feira (2/8) a
Operação Firewall, para cumprir sete mandados de prisão e 15 de busca e
apreensão, com o intuito de desmontar um grupo investigado por suposto desvio de
verbas públicas. O esquema de corrupção teria começado em 2009, por meio dos
recursos destinados ao Programa DF Digital, da Secretaria de Ciência e
Tecnologia.
Entre os principais alvos dos policiais está Jafé Torres, grão-mestre da
instituição maçônica Grande Oriente do DF e um dos representantes da Fundação
Gonçalves Lêdo (FGL).
A quadrilha teria desviado pelo menos R$ 9 milhões do programa DF Digital.
Até o momento, apenas duas pessoas foram presas.
Documentos e computadores foram apreendidos e serão usados como provas. As
investigações começaram há dois anos, e o dinheiro desviado faz parte de um
projeto da Secretaria de Ciência e Tecnologia do DF que tem por objetivo
promover a inclusão digital dos moradores da capital federal.
Fonte cidadeverde
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