Rio
- Um dia após a publicação da Lei 12.964/2012, que prevê uma série de
medidas que aumentam a segurança dos juízes envolvidos em processos
contra organizações criminosas, o presidente em exercício da Associação
dos Magistrados Brasileiros (AMB), desembargador Raduan Miguel Filho,
declarou na tarde de ontem (26) que, atualmente, cerca de 400 juízes são
ameaçados de morte em todo o país.
- Esse número pode ser muitas
vezes maior, pois tem muito magistrado que, ao ser pressionado, não leva
a questão para a Corregedoria. Eles recebem proteção policial, que
varia de região para região. Afinal, nem todos os tribunais têm
condições de ter um carro blindado para cada um ameaçado - explicou. Um
dos casos citados pelo magistrado é o da juíza Patrícia Acioli, que
investigava crimes praticados por policiais militares, e foi morta a
tiros quando chegava à sua casa, no bairro de Piratininga, na Região
Oceânica de Niterói, no ano passado. Apesar de considerar que a nova lei
é um avanço, o desembargador ressalta que ainda é "um grão de areia em
um imenso deserto". - Esta lei ainda tem algumas deficiências. Temos que
garantir não só a segurança dos juízes, mas também dos servidores dos
tribunais e órgãos judiciais. E, principalmente, da população, que
também é vítima destas organizações criminosas. Se o crime é organizado,
o Estado também deve se organizar também - disse, disse o presidente da
associação de magistrados.
Fonte Diario do povo
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